Criado em 04 Junho 2019

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a comercialização da primeira insulina inalável do país. A resolução que concede o registro ao produto foi aprovada na última quinta-feira (30), e publicada nesta segunda-feira (3), no Diário Oficial da União. 

Batizada de Afrezza, a nova insulina é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. Para utilização, o paciente com diabete deve encaixar o cartucho no inalador e aspirar o pó. A substância chega ao pulmão e é absorvida pela corrente sanguínea, onde cumpre a função de reduzir os níveis de açúcar no sangue. Hoje, as insulinas disponíveis no mercado brasileiro são todas injetáveis.

Segundo especialistas, embora represente uma alternativa no tratamento do diabete e um ganho na qualidade de vida por reduzir o número de injeções, a Afrezza tem limitações. Ela não é capaz de substituir todas as aplicações diárias de insulina, tem pouca variedade de dosagens e é contraindicada para pacientes com problemas pulmonares e menores de 18 anos. Por outro lado, por não exigir refrigeração, é mais fácil de transportar e armazenar e poderá reduzir o número de picadas de agulha a que o paciente tem que submeter-se diariamente.
A insulina inalável pode substituir somente as aplicações de insulina de ação rápida ou ultrarrápida, também chamadas de bolus. Esse tipo de insulina é utilizada geralmente antes de cada refeição, quando o organismo precisa de um volume maior do hormônio para compensar o açúcar ingerido. 

O outro tipo de insulina, a basal, de ação mais lenta, é geralmente aplicada somente uma vez por dia e não poderá ser substituída pelo produto inalável, como explica Lívia Porto, endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

"Se o paciente diabético tem um tratamento nesse esquema basal-bolus, ele costuma fazer pelo menos quatro aplicações por dia: uma basal e três bolus, no café da manhã, almoço e jantar. Se passar a usar a inalável, ele diminuiria de quatro aplicações diárias para uma aplicação. Seria um ganho de qualidade de vida, mas não substituiria totalmente a injetável", diz a médica.
Para Heraldo Marchezini, CEO da Biomm, empresa responsável pela fabricação e distribuição do produto no Brasil, a facilidade de manuseio e uso da Afrezza representa um avanço na qualidade de vida dos pacientes. "No momento das refeições, o paciente muitas vezes tem que utilizar a insulina em uma situação social, fora de casa, e, com a inalável, o procedimento pode ser mais rápido e discreto. O inalador cabe na palma da mão. É uma grande inovação na forma de aplicar", afirma. 

Ele afirma que o produto pode ser usado tanto por pacientes com diabete tipo 1 quanto por portadores do tipo 2 da doença. Considerando, no entanto, que a maioria dos diabéticos tipo 2 fazem tratamento com comprimidos e não com insulina, os principais beneficiados pelo novo produto seriam os pacientes com diabete tipo 1, cujo tratamento obrigatoriamente inclui aplicação de insulina. 

"No caso do diabético tipo 2, a Afrezza seria indicada somente para aqueles pacientes que não estão conseguindo controlar a glicemia somente com medicação via oral", explica o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, assessor científico da Sociedade Brasileira de Diabetes e diretor do Centro de Pesquisa Clínicas CPclin, instituição brasileira que participou dos estudos da insulina inalável. Segundo o especialista, dos cerca de 15 milhões de brasileiros que têm diabete, estima-se que 10% possua o tipo 1 da doença e 90%, o tipo 2.
 
Contraindicações 

Os médicos explicam que pacientes com problemas pulmonares não poderão utilizar o Afrezza por duas razões. "A absorção pelo pulmão pode não ser a adequada e a insulina inalável pode deflagrar crises de asma, com broncoespasmos", diz Eliaschewitz. Estão incluídos na contraindicação pacientes com asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e fibrose pulmonar, além de fumantes. No caso de menores de 18 anos, a Afrezza é contraindicada porque o produto não foi estudado em pacientes desta faixa etária. 

Outra limitação da insulina inalável é a baixa variedade de dosagens disponíveis. A Afrezza chega ao mercado em apenas três apresentações: 4, 8 ou 12 unidades, enquanto as insulinas injetáveis são oferecidas em doses de 1 unidade, o que permite maior combinação e personalização. 

"A dosagem indicada depende do paciente e do volume de glicose ingerida em cada refeição. O número de unidades usadas em cada aplicação varia muito. Tenho paciente que precisa de apenas duas unidades e outros que precisam de 15 em cada refeição. Na injetável a gente consegue escolher a dose perfeita. Na inalável, não", afirma Lívia Porto.
Próximos passos 

Embora tenha recebido a aprovação da Anvisa, a Afrezza ainda deve demorar alguns meses para estar disponível para venda. "Nossa expectativa é que ainda neste ano o produto passe pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos)", diz o CEO da Biomm. A câmara é uma instância da Anvisa que estabelece os preços dos medicamentos antes de eles chegarem ao mercado. 

Marchezini diz que ainda não é possível estimar quanto o produto custará no Brasil. Nos Estados Unidos, onde a Afrezza já é comercializada desde 2015, a menor dose, de 4 unidades, custa U$ 3,80, o equivalente a R$ 14,80.
Agência Estado
 
 
Criado em 20 Abril 2019

Das 43 mil doses disponibilizadas na primeira etapa da Campanha de Vacinação contra a Gripe em Londrina, apenas 6 mil foram aplicadas, conforme balanço parcial divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. Até esta quinta-feira (18), crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes e mulheres até 45 dias após o parto faziam parte do grupo prioritário para ser imunizado contra o vírus influenza.

Segunda etapa da campanha de vacinação começa na segunda-feira (22) | Marcos Zanutto/15-5-2017

“Efetivamente ficou bem abaixo, de uma certa forma, refletindo o que aconteceu nos anos anteriores, quando esse público foi o que menos teve cobertura e adesão à campanha da gripe”, lamentou a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes.

A campanha começou no dia 10 de abril. A segunda etapa tem início na próxima segunda-feira (22). A partir daí, idosos, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores da área da saúde, indígenas, professores de escolas públicas e particulares, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e detentos poderão ser imunizados.

Quem fazia parte do público-alvo da primeira etapa da campanha, mas não recebeu a dose da vacina, poderá procurar as unidades de saúde nesta segunda etapa. “Esse grupo continua tendo direito à vacinação. A única situação é que eles perderam essa exclusividade. Nessa primeira etapa seriam só 43 mil pessoas que deveriam ter procurado as unidades. A partir de segunda-feira, elas se somam aos demais que também têm direito à vacina”, afirmou.

A meta do município é aplicar 180 mil doses da vacina. A campanha termina no dia 31 de maio. No chamado dia D, marcado para 4 de maio, haverá uma mobilização nacional pela imunização. As unidades de saúde permanecerão abertas das 8h às 17h.

PARANÁ

De acordo com dados da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), 11% das crianças foram imunizadas no Paraná nos seis primeiros dias da campanha, o que representa um total de 86 mil doses. Mais de 19,6 mil gestantes ou 17% do total foram vacinadas. Pouco mais de 4,5 mil doses (ou 24%) foram aplicadas em mulheres até 45 dias após o parto.

O Ministério da Saúde registrou 232 casos de influenza em pacientes que desenvolveram Síndrome Respiratória Aguda Grave e que necessitaram de internação. Ao todo, 50 pessoas morreram entre janeiro e março deste ano. Conforme o balanço nacional, cinco pessoas infectadas eram do Paraná (sendo quatro casos de A H1N1 e um de influenza B).

“Lavar e higienizar as mãos com frequência, ter uma alimentação saudável, ingerir muito líquido, não compartilhar objetos de uso pessoal, evitar contato com pessoas que estejam com sintomas de gripe e manter a casa ou o local de trabalho arejados estão entre as medidas para prevenir a doença”, reforçou, por meio da assessoria, a enfermeira da divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, Vera Rita da Maia.

Folha de Londrina

 
Criado em 29 Março 2019

O boletim epidemiológico da dengue da Secretaria de Estado da Saúde desta terça-feira (26) alerta para o número de municípios que estão em situação de epidemia. Além de Lupionópolis, Uraí, Itambé e Santa Mariana, também entraram na lista Rancho Alegre, Japurá, Cafeara e Santo Antônio do Paraíso.

De acordo com o secretário da Saúde, Beto Preto, o Paraná teve um aumento significativo de casos da doença de uma semana para a outra e isso vem acontecendo em vários estados. “Nós estamos acompanhando com atenção esses casos. Precisamos continuar atuando para acabar com os criadouros do Aedes aegypti. É missão nossa e também da população”, enfatizou.

No Paraná, o boletim desta semana mostra 325 novos casos de dengue - eram 1.197 na semana anterior, número que subiu para 1.522. Mesmo com esses novos registros o Paraná não está em situação de epidemia.

“A caracterização de epidemia se dá pela relação entre o número de casos e de habitantes. Quando o município atinge a incidência de 300 casos por 100 mil habitantes ele entra em epidemia. O mesmo vale para o Estado”, explica a médica veterinária da Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Ivana Belmonte.

Outra preocupação é com relação ao clima, que ainda é propício para a proliferação do mosquito. “Calor e chuva preocupam. Até o meio do outono ainda vamos continuar com o número de casos em crescimento. Hoje estão em investigação  no Estado 6.124 casos, o que corresponde a 33% das notificações “, disse o secretário.

O Brasil possui uma incidência de 109,9 casos de dengue por 100 mil habitantes, desde janeiro, segundo o Ministério da Saúde. Já a incidência da doença no Paraná é de 12,94 casos para cada 100 habitantes, no mesmo período. O Estado trabalha com 97% dos casos com confirmação laboratorial.



Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

 
Criado em 22 Outubro 2018

Com o aumento das temperaturas e da quantidade de chuvas, é comum o aumento da circulação de animais peçonhentos. Para evitar acidentes, a secretaria estadual da Saúde alerta e mobiliza profissionais para que sensibilizem a população em redobrar os cuidados na prevenção de picadas de aranhas marrom, escorpiões e serpentes. 

A diretora do centro estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, explica que a partir de outubro sempre há aumento de aproximadamente 40% no registro de casos de acidentes com animais peçonhentos. Belmonte diz que isso acontece em decorrência das chuvas, elevação das temperaturas, e alto fluxo de turismo ecológico em período de férias.

 
 
 



Em 2018, o Paraná já registra 11.738 acidentes, sendo 632 por picadas de cobras e serpentes e 6.428 mil por aranhas. Em 2017, foram contabilizados mais de 17 mil acidentes com animais peçonhentos, sendo 1.007 por cobras e 9.693 por aranhas. 

Prevenção 
O chefe da Divisão de Zoonoses e Animais Peçonhentos, Francisco Gazola, orienta que animais peçonhentos são aqueles que possuem veneno e são capazes de injetá-lo por meio de dentes ou ferrões como, escorpiões, aranhas, serpentes, lagartas, abelhas, entre outros. Dependendo da espécie e gravidade da picada, os acidentes podem levar até mesmo a morte, caso a pessoa não seja socorrida e receba o tratamento adequado a tempo. 

Reprodução/Shutterstock
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Reprodução/Shutterstock
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De acordo com Francisco, algumas atitudes essenciais podem evitar acidentes com serpentes. "Para quem trabalha em áreas de mata ou faz trilhas, é imprescindível usar botinas com cano alto, pois 80% das picadas atingem as pernas abaixo dos joelhos" destaca o médico veterinário da secretaria estadual da Saúde. 

Ele também chama a atenção para a necessidade de usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem, evitar colocar as mãos em buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, examinar sapatos antes de calçá-los, pois as serpentes podem refugiar-se dentro deles, limpar as proximidades das casas, evitando folhagens densas junto delas, evitar o acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção. 

Para prevenir acidentes com aranhas e escorpiões, a orientação é que calçados, roupas, toalhas de banho e lençóis sejam verificados antes do uso, limpar periodicamente ralos de banheiro, cozinha e caixas de gordura. 

"São atitudes rápidas, mas que podem salvar vidas. Também reforçamos que pais e responsáveis estejam sempre atentos quando seus filhos estiverem brincando ao ar livre ou perto de áreas com muita vegetação", declara Ivana Belmonte. 

No Paraná, os antivenenos estão disponíveis nas redes de saúde das 22 Regionais da Saúde. Ao todo existem 202 centros de referência para aplicação dos soros. Em caso de dúvidas, os paranaenses podem ligar para o Centro de Controle de Envenenamentos no telefone 0800 410148, que tem plantão 24 horas. 

"Em caso de acidentes com animais peçonhentos, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente para receber o soro e o tratamento necessário. A rapidez no atendimento pode fazer a diferença entre a vida e a morte", finaliza Ivana.

SESA
 
Criado em 03 Setembro 2018

Gestores públicos terão até 15 dias para informar ao Ministério da Saúde quantas doses da vacina contra o sarampo e contra a poliomielite foram aplicadas durante os quase 30 dias da campanha nacional. Dados preliminares do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização indicam que mais de 19 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menos de 5 anos foram imunizadas. O número coloca a média nacional em 86%. 

De acordo com o ministério, até o momento, seis estados atingiram a meta de imunizar 95% do público-alvo: Espírito Santo, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Amapá e Sergipe. O índice é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como estratégia para manter ambas as doenças erradicadas no Brasil. 

Apesar da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo ter sido encerrada ontem (31), a pasta orientou estados e municípios com cobertura vacinal abaixo da meta a abrir seus postos de saúde neste sábado (1º). A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, estado com um dos mais baixos índices de cobertura, decidiu prorrogar a vacinação por mais 15 dias.

Por meio de nota, o ministério informou ainda que, na próxima segunda-feira (3), vai avaliar, com estados e municípios, qual será o próximo passo de mobilização para aumentar coberturas vacinais em todo o país.
 
Paula Laboissière
Agência Brasil
 
 
Criado em 06 Agosto 2018

Campanha de vacinação começa nesta segunda-feira (6) e continua até 31 de agosto em todo o país.

A campanha de vacinação contra a poliomelite e o sarampo começa nesta segunda-feira (6) e continua até 31 de agosto no Paraná e no restante do Brasil.

De acordo com o governo federal, no Paraná, 581,3 mil crianças entre um e cinco anos devem ser vacinadas, independentemente da situação vacinal. A indiscriminação é para manter coberturas homogêneas de vacinação.

Para a poliomielite, as crianças que não tomaram nenhuma dose durante a vida recebem a VIP. Os menores de cinco anos que já tiverem tomado uma ou mais doses da vacina recebem a VOP, a gotinha.

Com relação ao sarampo, todas as crianças recebem uma dose da tríplice viral, independentemente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

O Dia D da campanha nacional está marcado para 18 de agosto, sábado. Nesse dia, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) abrem para aplicar as doses.

 

Sarampo

O Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

No mundo, há registros de casos de sarampo em alguns países da Europa e das Américas. Em 2017, foram 173.330 casos registrados. Em 2018 (até maio), 81.635 casos confirmados, a maioria em países do Sudeste Asiático e Europa.

Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: em Roraima e no Amazonas. Até o dia 25 de julho, foram confirmados 822 casos no Amazonas e em Roraima.

Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1).

O reaparecimento da doença está relacionado às baixas coberturas e a presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela.

 
Poliomelite

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). O Brasil está livre da poliomielite desde 1990.

Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.

 
Criado em 07 Maio 2018

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) alerta que em 70% dos casos de câncer de mama diagnosticados no país a mulher passa por uma mastectomia (remoção total da mama). O principal motivo é que a doença é identificada em estágio avançado. 

Para a sociedade, esse índice está ligado à dificuldade do diagnóstico precoce e demora ao acesso a consultas, exames, biópsia e tratamento. Pesquisas internacionais apontam que se o tumor é descoberto logo no início – com menos de 2 centímetros – as chances de cura podem chegar a 95%, conforme a sociedade. 

"Isso é um problema muito ligado à questão econômica com dois problemas básicos: a disponibilidade dos recursos, dos exames, a qualidade dos equipamentos e dos resultados. A limitação do acesso é um problema muito sério no nosso país, as mulheres no SUS [Sistema Único de Saúde] passam por uma verdadeira 'via crucis' que é conseguir consulta num posto de saúde, conseguir um pedido de exame e depois realizá-lo. Com o diagnóstico tardio, a agressividade do tratamento é maior", disse o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Antônio Frasson.

 
 



Para Frasson, a queda na busca pelos exames está relacionada também ao fato de muitos brasileiros estarem sem emprego ou terem perdido a cobertura de plano de saúde. 

"Quando a gente observa o número de mulheres que vem fazendo exames, esse número, em vez de aumentar, vem caindo. Isso é muito ligado à questão econômica, questão da falta de recursos, estamos falando isso no sistema público e no sistema privado. Com a crise, muita gente perdeu o acesso, o convênio". 

De acordo com o Ministério da Saúde, estados e municípios têm autonomia para organizar a rede de atendimento "e o tempo para realizar diagnóstico depende da organização e regulação desses serviços". "Em 2017, foram realizados no SUS 4,04 milhões de mamografias de rastreamento, sendo 2,6 milhões na faixa etária prioritária preconizada pela Organização Mundial da Saúde, que são mulheres de 50 a 69 anos. Além disso, também houve aumento de 100% dos valores repassados para exames essenciais para o diagnóstico e para a decisão médica do tratamento dessa doença". Conforme a pasta, o repasse de recursos federais para tratamento passou de R$ 2,2 bilhões em 2010 para R$ 4,6 bilhões em 2017. 

Cirurgias menos invasivas 
Com intuito de preservar as mamas, médicos têm adotado técnicas que permitem, por meio de um acesso pequeno (pela borda da aréola e mamilo ou pelo sulco mamário) fazer a retirada dos tumores, com menor risco de complicações e melhores resultados estéticos. 

De acordo com o mastologista, incisões escondidas podem ser feitas na retirada total da mama ou quando é retirado somente o tumor com margem livre. Esse tipo de cirurgia evita que a mulher tenha o estigma de uma cirurgia radical, com cicatrizes no meio do seio. 

"A pessoa faz cirurgia, e pode fazer radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia. A associação das múltiplas terapias faz com que um tratamento exclusivo seja menos utilizado e isso ajuda muito no avanço das técnicas cirúrgicas, fazendo com que o tratamento cirúrgico passe praticamente desapercebido". 

Durante a Jornada Brasileira de Oncoplástica, ocorrida em São Paulo no mês passado, profissionais da área focaram na qualificação de técnicas cirúrgicas de reconstrução mamária. "Durante o evento, especialistas internacionais e nacionais realizaram as cirurgias em um hospital e as imagens foram transmitidas ao vivo para uma plateia de médicos que puderam participar discutindo as melhores opções", disse Frasson. 

A dona de casa Ruth Pereira Waiteman foi uma das pacientes. Há dois anos, ela passou pela mastectomia da mama esquerda, em seguida, colocou a prótese, fez quimioterapia e radioterapia. Após a retirada, surgiram nódulos na mama direta, o que a levou a retirar a glândula mamária direita. A reconstrução das duas mamas, segundo ela, foi um presente de aniversário, ao ter sido feita no dia 20 de abril, quando completou 65 anos. "Fiz a reconstrução porque acho que ainda me sinto nova, sou ativa e isso fez muito bem. Não é totalmente pela estética, mas é pelo meu conforto e meu bem-estar. Sinto que fechei um ciclo, foi um presente" 

Espera pela cirurgia 
Enquanto Ruth comemora, muitas mulheres ainda esperam pela cirurgia de reconstrução, como a faxineira Aparecida de Fátima de Souza Augusto, de 49 anos. Em 2016, ela passou por uma mastectomia do seio esquerdo, no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. Desde outubro do ano passado, está apta para a reconstrução, mas o procedimento deve levar ainda pelo menos dois anos para ocorrer. "Já estou livre do câncer, fui bem tratada no Inca, mas acho que demora muito. Daqui a dois anos ainda, é muito tempo, poderia ser mais ágil", lamenta. 

Embora já tenha se acostumado com a situação, passar pela reconstrução será importante para auto estima. "Hoje já estou mais acostumada a não ter o seio, mas acho muito difícil". 

A lei que prevê reconstrução mamária imediatamente após mastectomia completou cinco anos em abril. A Lei 12.802 prevê que pacientes submetidas a mastectomia têm o direito de realizar a reconstrução mamária por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) imediatamente após a retirada do tumor. A SBM afirma que apenas 20% das 92,5 mil mulheres que retiraram as mamas entre os anos de 2008 e 2015 passaram pelo procedimento de reconstrução. De acordo com a instituição, a reconstrução mamária imediata é viável em cerca de 90% dos casos. 

Em nota, o Ministério da Saúde informou que "segundo a mesma lei, quando não houver indicação clínica para realização dos dois procedimentos ao mesmo tempo, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia após alcançar as condições clínicas necessárias. Sendo assim, cabe à equipe médica responsável pela paciente avaliar se é possível realizar os dois procedimentos no mesmo ato cirúrgico. A decisão é tomada com base em diversos fatores, como a condição da área afetada para evitar infecção ou rejeição da prótese e a vontade da própria paciente. Em alguns casos, é necessária a radioterapia ou quimioterapia antes da reconstrução mamária ser realizada". 

Conforme o ministério, em 2013, foram feitas 11.931 cirurgias de mastectomia e 3.411 de reconstrução mamária no SUS. Em 2017, dados preliminares, foram 10.186 mastectomias e 3.413 reconstruções mamárias. Os investimentos federais para a reconstrução mamária passaram de R$ 2,21 milhões, em 2013, para R$ 2,39 milhões no ano passado. 

Há também desconhecimento das mulheres sobre a legislação. Pesquisa da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), a Johnson & Johnson Medical Devices e o instituto Ideafix mostrou que de 468 mulheres entrevistadas apenas 27,6% disseram conhecer bem a lei. Conforme a pesquisa, 74,8% das entrevistadas que trataram o câncer no sistema privado fizeram a cirurgia de reconstrução mamária e 53,4% das pacientes do sistema público passaram pelo procedimento. 

"Imediata ou não, a cirurgia de reconstrução é um direito de toda paciente de câncer de mama que passou por mastectomia durante o tratamento da doença. Esse direito deve ser exigido junto ao SUS e aos planos de saúde e discutido com o médico antes da realização da cirurgia ou a qualquer momento após o procedimento de retirada do tumor, no caso de uma reconstrução tardia", disse a presidente da Femama, Maira Caleffi.

Agência Brasil
 
Criado em 14 Março 2017

O câncer de mama é responsável por 15% de todos os óbitos por câncer em mulheres no mundo. Para 2017, estima-se 56 diagnósticos a cada 100 mil mulheres no país. O histórico desta doença é alarmante, em 2014, foram esperadas 14² mil mortes e em 2012 esta previsão chegou a 500 mil óbitos. 

No sistema público de saúde brasileiro, aproximadamente 50% das mulheres diagnosticadas descobrem a doença em fase avançada, também conhecida como metastática, fase em que acomete outros órgãos, o que dificulta o tratamento do tumor. 

Graças ao avanço da medicina personalizada, as perspectivas são positivas. Hoje, com terapias que agem diretamente no tumor e provocam menos efeitos colaterais e danos às células saudáveis, as chances de cura da doença descoberta em fase inicial são de quase 100%. Em relação à fase metastática, associada à morte por 70% das pessoas, a oncologista do Hospital de Clínicas de Curitiba, dra. Karina Vianna, reforça que recebendo o tratamento adequado, o câncer de mama metastático não é uma ‘sentença de morte’, existem pacientes vivendo com qualidade de vida e por muito mais anos.

 



Este é o caso de Luciane Taviano, que em 2005, aos 37 anos, durante a realização de exames de rotina descobriu um nódulo na mama, entretanto, por ter tido diversos laudos inconclusivos, só em 2009 iniciou o tratamento tendo que passar por uma cirurgia para a retirada total de um dos seios. Em 2012, o tumor voltou a surgir no outro seio. Desta vez com um dos subtipos mais agressivos, o HER2 positivo, o que levou a paciente a remover a outra mama, mas a doença já tinha evoluído para a fase avançada. 

Desde 2015, Luciane vive com uma metástase do último tumor na parede torácica, o qual é tratado, pelo sistema privado de saúde, com terapias-alvo adequadas para o estágio da doença. Ela afirma que vive sua vida normalmente. "Trabalho sem dificuldade, cuido da casa, dos meus dois filhos, do meu marido. E, claro, viajo sempre que posso, que é uma das coisas que mais gosto de fazer", explica Luciane. 

Segundo a oncologista, atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não disponibiliza o mesmo tratamento que o Sistema Privado para mulheres com o subtipo HER2 – positivo em fase avançada. "Há uma defasagem na incorporação de novas tecnologias e isso compromete o tempo e a qualidade de vida das pacientes", explica a médica. 

O câncer de mama é o tipo que mais acomete e mata mulheres no Brasil e no mundo. Para 2016 e 2017, o Instituto Nacional do Câncer estimou 10.970 novos casos da doença na Região Sul, onde o tumor é o mais frequente no sexo feminino, sendo 5.210 localizados somente no Rio Grande do Sul. Em 2014, foram estimados 2.596 óbitos entre as sulistas. 

O INCA apontou que o câncer de mama representa 25% entre os dez cânceres mais incidentes nas sulistas, são 74,3 casos da doença para cada 100 mil mulheres. Segundo a especialista, este número se deve a "multifatores", entre eles a alta expectativa de vida da população feminina da região, que é de aproximadamente 80 anos, e o nível de tabagismo de 14,9%, que é o maior entre as brasileiras. 

A dimensão do câncer de mama sempre foi grande, e as brasileiras enfrentaram muitos obstáculos na luta por políticas públicas efetivas contra a doença. Nos anos 1980, as ações propostas para a prevenção e detecção do câncer de mama consistiam, basicamente, em estimular as mulheres a palparem suas mamas e em sensibilizar os médicos a detectarem nódulos suspeitos por meio do exame clínico. As Secretarias Municipais de Saúde só passaram a ter acesso a mamógrafos e a materiais educativos direcionados aos médicos em 2002, com incentivo do projeto "Viva Mulher", que visava o controle nacional dos cânceres femininos. 

O Sistema de Informação de Controle do Câncer de Mama (Sismama), só foi finalizado em 2009 pelo INCA e DataSUS. A ferramenta gerencia ações de detecção precoce do câncer de mama. No mesmo ano, um Encontro Internacional sobre Rastreamento do Câncer de Mama foi realizado no Rio de Janeiro, com debates sobre programas nacionais de rastreamento populacional do câncer de mama na América do Norte e na Europa. 

"Até hoje, buscar o debate sobre o câncer de mama é muito importante. Os avanços tecnológicos representam uma importante conquista para os pacientes", afirma o dra. Karina.

Novas tecnologias aumentam as chances de cura e a qualidade de vida de pacientes com câncer de mama

 

Bonde

 
Criado em 13 Outubro 2016

A população brasileira consome em média 12 gramas de sal, diariamente, mais do que o dobro da quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), que é de 5 gramas. 

O que preocupa os profissionais da área de saúde é que o consumo excessivo de sódio é apontado como uma das causas da hipertensão, o que aumenta significativamente o risco de doença cardiovascular, a principal causa de mortes no Brasil e no mundo. 

Por isso, é preciso ter cuidado com a quantidade de sal que adicionamos espontaneamente em nossas preparações diárias. "Estudos apontam que até um quarto de todo o sal que uma pessoa consome no dia é adicionado à comida durante o preparo", explica a nutricionista Marcia Gowdak, diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e nutricionista responsável pelo Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). 

Porém, reduzir a quantidade de sódio não significa reduzir o sabor. Pensando nisso, a chef Natalia dos Santos listou os alimentos queridinhos dos brasileiros e a nutricionista Marcia Gowdak ensina algumas dicas para diminuir a quantidade de sódio presente nesses pratos. 

Divulgação

 

Confira! 

10 alimentos preferidos dos brasileiros: 

- Arroz 
- Feijão 
- Frango de Panela 
- Picadinho 
- Salada (alface e tomate) 
- Molho à Bolonhesa 
- Sopa de Legumes 
- Salada de Batata 
- Strogonoff 
- Feijoada 

Saiba como reduzir a quantidade de sódio desses alimentos! 

– Experimente a preparação antes de adicionar mais tempero. Muitas pessoas acrescentam o sal antes de saber se o prato está saboroso; 

– Cuidado com o consumo de alguns alimentos, tais como, bacon, queijos, azeitonas e salame. Estes alimentos contêm quantidades elevadas de sal e são frequentemente utilizados como ingredientes do feijão, feijoada, saladas e outras preparações consumidas diariamente; 

– Reduza a quantidade de sal utilizada gradativamente. O paladar precisa de um tempo para se acostumar ao novo sabor; 

– Leia os rótulos das embalagens. A indicação da quantidade de sódio presente em cada produto deve ser informada ao consumidor. Além disso, alguns produtos explicam como deve ser o modo de preparo para que a quantidade de sódio informada no rótulo corresponda ao nosso consumo. 

– Quando utilizar temperos em pó ou caldo, não adicione mais sal. Esses produtos já possuem a quantidade suficiente para deixar a comida saborosa; 

– Retire o saleiro da mesa. Essa atitude simples vai ajudar a reduzir a vontade de acrescentar mais sal à comida. É muito comum acrescentar sal à salada sem experimentar o tempero primeiro. Isso pode levar ao consumo excessivo de sódio; 

– Durante o preparo, utilize medidas caseiras para acrescentar sal aos pratos. A referência da colher de chá ou café é sempre melhor do que o "sal a gosto" e as "pitadas".

Bonde

 
Criado em 01 Setembro 2016

O ditado "Você é o que você come" é verdadeiro. A alimentação é um dos fatores mais 
importantes da nossa vida e somos completamente responsáveis por aquilo que ingerimos. Os alimentos também podem auxiliar na prevenção e no auxílio ao tratamento de doenças. E, no caso do câncer, não é diferente. 

"Podemos dizer que o plano alimentar tem um papel essencial em todas as fases do tratamento da doença. O cardápio deve ser bem variado e respeitar as tolerâncias do paciente", comenta a professora do curso de Nutrição Edna Shibuya Mizutani. A alimentação pode ajudar na reposição dos nutrientes, evitando a perda brusca de peso, por exemplo, além de proporcionar mais disposição e a melhoria da imunidade. 

Durante o período, é muito importante que o paciente redobre os cuidados de higiene ao adquirir e preparar os alimentos, e que evite a ingestão de peixe e mariscos crus, leite não pasteurizado e produtos à base de ovos não cozidos. Estes cuidados ajudam a reduzir a possibilidade de infecção alimentar, mais difícil de ser combatida por consequência da baixa imunidade. 

"Os nutrientes presentes nos alimentos são responsáveis por nutrir as células, e, além disso, os compostos chamados de Flavonoides, que estão presentes nas frutas, legumes e verduras, possuem atuação antioxidante e que podem inibir a proliferação das células cancerígenas", ressalta a nutricionista e professora de Educação Física Camila Ribeiro Gomide Queiroz. 

A atenção ao preparo é fundamental, porque dependendo do método a ser utilizado, pode haver o aumento da quantidade de substâncias nocivas à saúde. A fritura e a defumação, por exemplo, elevam os níveis de gordura do alimento. As carnes em especial podem ficar mais torradas que o normal e levar a formação daqueles pontos pretos que todo mundo já viu. Porém, esses pontos podem trazer consigo a acroleína, um elemento que pode ser cancerígeno se consumido em excesso. 

Divulgação

 

Então, fica a pergunta. Existe uma alimentação específica recomendada aos pacientes em tratamento contra o câncer? 

Vale lembrar que prevenir é sempre melhor que remediar. Uma alimentação variada e equilibrada é vantajosa não só para quem se encontra com a enfermidade, mas também, àqueles que buscam qualidade de vida e de saúde a longo prazo. Obviamente, algumas doenças requerem a manutenção de alguns nutrientes, a qual deverá sempre ser prescrita por um profissional. 

Para suprir todas as necessidades do corpo, os alimentos são divididos em três grupos, por cada um desempenhar funções próprias. Conheça cada um deles! 

Alimentos construtores 

São os alimentos ricos em proteínas. Essa substância garante a formação de músculos, pele e tecidos, além de ajudar no processo de cicatrização e defesa do organismo. Devem estar presentes no prato carnes, ovos, leite e derivados e leguminosas, como feijão, soja, ervilha, lentilha, grão de bico. 

Alimentos energéticos 

É nesses grupo que encontramos as fontes de carboidratos - açúcar, massas e farinhas em geral - responsáveis por fornecer energia ao organismo para que este execute suas tarefas mais básicas. As gorduras - óleos, margarinas, manteiga, banha, creme de leite - também podem servir como fonte energética, além de assegurar a produção de hormônios e absorção de vitaminas. 

Alimentos reguladores
 

A maioria dos nutrientes considerados imprescindíveis para uma boa saúde - como os sais minerais, vitaminas e fibras - trabalham a favor da formação de ossos e tecidos, crescimento e funcionamento intestinal. É aqui que se pede o consumo de frutas, verduras e legumes, que trazem consigo quantidades ideais não só os elementos já citados, mas também a água. O líquido faz parte do funcionamento de muitas funções, como o transporte e digestão de nutrientes, eliminação de resíduos e regulação da temperatura corporal. 

(Com informações de Medicina - Mitos e Verdades)Bonde

 

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