Criado em 06 Agosto 2018

Campanha de vacinação começa nesta segunda-feira (6) e continua até 31 de agosto em todo o país.

A campanha de vacinação contra a poliomelite e o sarampo começa nesta segunda-feira (6) e continua até 31 de agosto no Paraná e no restante do Brasil.

De acordo com o governo federal, no Paraná, 581,3 mil crianças entre um e cinco anos devem ser vacinadas, independentemente da situação vacinal. A indiscriminação é para manter coberturas homogêneas de vacinação.

Para a poliomielite, as crianças que não tomaram nenhuma dose durante a vida recebem a VIP. Os menores de cinco anos que já tiverem tomado uma ou mais doses da vacina recebem a VOP, a gotinha.

Com relação ao sarampo, todas as crianças recebem uma dose da tríplice viral, independentemente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

O Dia D da campanha nacional está marcado para 18 de agosto, sábado. Nesse dia, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) abrem para aplicar as doses.

 

Sarampo

O Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

No mundo, há registros de casos de sarampo em alguns países da Europa e das Américas. Em 2017, foram 173.330 casos registrados. Em 2018 (até maio), 81.635 casos confirmados, a maioria em países do Sudeste Asiático e Europa.

Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: em Roraima e no Amazonas. Até o dia 25 de julho, foram confirmados 822 casos no Amazonas e em Roraima.

Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1).

O reaparecimento da doença está relacionado às baixas coberturas e a presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela.

 
Poliomelite

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). O Brasil está livre da poliomielite desde 1990.

Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.

 
Criado em 07 Maio 2018

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) alerta que em 70% dos casos de câncer de mama diagnosticados no país a mulher passa por uma mastectomia (remoção total da mama). O principal motivo é que a doença é identificada em estágio avançado. 

Para a sociedade, esse índice está ligado à dificuldade do diagnóstico precoce e demora ao acesso a consultas, exames, biópsia e tratamento. Pesquisas internacionais apontam que se o tumor é descoberto logo no início – com menos de 2 centímetros – as chances de cura podem chegar a 95%, conforme a sociedade. 

"Isso é um problema muito ligado à questão econômica com dois problemas básicos: a disponibilidade dos recursos, dos exames, a qualidade dos equipamentos e dos resultados. A limitação do acesso é um problema muito sério no nosso país, as mulheres no SUS [Sistema Único de Saúde] passam por uma verdadeira 'via crucis' que é conseguir consulta num posto de saúde, conseguir um pedido de exame e depois realizá-lo. Com o diagnóstico tardio, a agressividade do tratamento é maior", disse o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Antônio Frasson.

 
 



Para Frasson, a queda na busca pelos exames está relacionada também ao fato de muitos brasileiros estarem sem emprego ou terem perdido a cobertura de plano de saúde. 

"Quando a gente observa o número de mulheres que vem fazendo exames, esse número, em vez de aumentar, vem caindo. Isso é muito ligado à questão econômica, questão da falta de recursos, estamos falando isso no sistema público e no sistema privado. Com a crise, muita gente perdeu o acesso, o convênio". 

De acordo com o Ministério da Saúde, estados e municípios têm autonomia para organizar a rede de atendimento "e o tempo para realizar diagnóstico depende da organização e regulação desses serviços". "Em 2017, foram realizados no SUS 4,04 milhões de mamografias de rastreamento, sendo 2,6 milhões na faixa etária prioritária preconizada pela Organização Mundial da Saúde, que são mulheres de 50 a 69 anos. Além disso, também houve aumento de 100% dos valores repassados para exames essenciais para o diagnóstico e para a decisão médica do tratamento dessa doença". Conforme a pasta, o repasse de recursos federais para tratamento passou de R$ 2,2 bilhões em 2010 para R$ 4,6 bilhões em 2017. 

Cirurgias menos invasivas 
Com intuito de preservar as mamas, médicos têm adotado técnicas que permitem, por meio de um acesso pequeno (pela borda da aréola e mamilo ou pelo sulco mamário) fazer a retirada dos tumores, com menor risco de complicações e melhores resultados estéticos. 

De acordo com o mastologista, incisões escondidas podem ser feitas na retirada total da mama ou quando é retirado somente o tumor com margem livre. Esse tipo de cirurgia evita que a mulher tenha o estigma de uma cirurgia radical, com cicatrizes no meio do seio. 

"A pessoa faz cirurgia, e pode fazer radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia. A associação das múltiplas terapias faz com que um tratamento exclusivo seja menos utilizado e isso ajuda muito no avanço das técnicas cirúrgicas, fazendo com que o tratamento cirúrgico passe praticamente desapercebido". 

Durante a Jornada Brasileira de Oncoplástica, ocorrida em São Paulo no mês passado, profissionais da área focaram na qualificação de técnicas cirúrgicas de reconstrução mamária. "Durante o evento, especialistas internacionais e nacionais realizaram as cirurgias em um hospital e as imagens foram transmitidas ao vivo para uma plateia de médicos que puderam participar discutindo as melhores opções", disse Frasson. 

A dona de casa Ruth Pereira Waiteman foi uma das pacientes. Há dois anos, ela passou pela mastectomia da mama esquerda, em seguida, colocou a prótese, fez quimioterapia e radioterapia. Após a retirada, surgiram nódulos na mama direta, o que a levou a retirar a glândula mamária direita. A reconstrução das duas mamas, segundo ela, foi um presente de aniversário, ao ter sido feita no dia 20 de abril, quando completou 65 anos. "Fiz a reconstrução porque acho que ainda me sinto nova, sou ativa e isso fez muito bem. Não é totalmente pela estética, mas é pelo meu conforto e meu bem-estar. Sinto que fechei um ciclo, foi um presente" 

Espera pela cirurgia 
Enquanto Ruth comemora, muitas mulheres ainda esperam pela cirurgia de reconstrução, como a faxineira Aparecida de Fátima de Souza Augusto, de 49 anos. Em 2016, ela passou por uma mastectomia do seio esquerdo, no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. Desde outubro do ano passado, está apta para a reconstrução, mas o procedimento deve levar ainda pelo menos dois anos para ocorrer. "Já estou livre do câncer, fui bem tratada no Inca, mas acho que demora muito. Daqui a dois anos ainda, é muito tempo, poderia ser mais ágil", lamenta. 

Embora já tenha se acostumado com a situação, passar pela reconstrução será importante para auto estima. "Hoje já estou mais acostumada a não ter o seio, mas acho muito difícil". 

A lei que prevê reconstrução mamária imediatamente após mastectomia completou cinco anos em abril. A Lei 12.802 prevê que pacientes submetidas a mastectomia têm o direito de realizar a reconstrução mamária por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) imediatamente após a retirada do tumor. A SBM afirma que apenas 20% das 92,5 mil mulheres que retiraram as mamas entre os anos de 2008 e 2015 passaram pelo procedimento de reconstrução. De acordo com a instituição, a reconstrução mamária imediata é viável em cerca de 90% dos casos. 

Em nota, o Ministério da Saúde informou que "segundo a mesma lei, quando não houver indicação clínica para realização dos dois procedimentos ao mesmo tempo, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia após alcançar as condições clínicas necessárias. Sendo assim, cabe à equipe médica responsável pela paciente avaliar se é possível realizar os dois procedimentos no mesmo ato cirúrgico. A decisão é tomada com base em diversos fatores, como a condição da área afetada para evitar infecção ou rejeição da prótese e a vontade da própria paciente. Em alguns casos, é necessária a radioterapia ou quimioterapia antes da reconstrução mamária ser realizada". 

Conforme o ministério, em 2013, foram feitas 11.931 cirurgias de mastectomia e 3.411 de reconstrução mamária no SUS. Em 2017, dados preliminares, foram 10.186 mastectomias e 3.413 reconstruções mamárias. Os investimentos federais para a reconstrução mamária passaram de R$ 2,21 milhões, em 2013, para R$ 2,39 milhões no ano passado. 

Há também desconhecimento das mulheres sobre a legislação. Pesquisa da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), a Johnson & Johnson Medical Devices e o instituto Ideafix mostrou que de 468 mulheres entrevistadas apenas 27,6% disseram conhecer bem a lei. Conforme a pesquisa, 74,8% das entrevistadas que trataram o câncer no sistema privado fizeram a cirurgia de reconstrução mamária e 53,4% das pacientes do sistema público passaram pelo procedimento. 

"Imediata ou não, a cirurgia de reconstrução é um direito de toda paciente de câncer de mama que passou por mastectomia durante o tratamento da doença. Esse direito deve ser exigido junto ao SUS e aos planos de saúde e discutido com o médico antes da realização da cirurgia ou a qualquer momento após o procedimento de retirada do tumor, no caso de uma reconstrução tardia", disse a presidente da Femama, Maira Caleffi.

Agência Brasil
 
Criado em 14 Março 2017

O câncer de mama é responsável por 15% de todos os óbitos por câncer em mulheres no mundo. Para 2017, estima-se 56 diagnósticos a cada 100 mil mulheres no país. O histórico desta doença é alarmante, em 2014, foram esperadas 14² mil mortes e em 2012 esta previsão chegou a 500 mil óbitos. 

No sistema público de saúde brasileiro, aproximadamente 50% das mulheres diagnosticadas descobrem a doença em fase avançada, também conhecida como metastática, fase em que acomete outros órgãos, o que dificulta o tratamento do tumor. 

Graças ao avanço da medicina personalizada, as perspectivas são positivas. Hoje, com terapias que agem diretamente no tumor e provocam menos efeitos colaterais e danos às células saudáveis, as chances de cura da doença descoberta em fase inicial são de quase 100%. Em relação à fase metastática, associada à morte por 70% das pessoas, a oncologista do Hospital de Clínicas de Curitiba, dra. Karina Vianna, reforça que recebendo o tratamento adequado, o câncer de mama metastático não é uma ‘sentença de morte’, existem pacientes vivendo com qualidade de vida e por muito mais anos.

 



Este é o caso de Luciane Taviano, que em 2005, aos 37 anos, durante a realização de exames de rotina descobriu um nódulo na mama, entretanto, por ter tido diversos laudos inconclusivos, só em 2009 iniciou o tratamento tendo que passar por uma cirurgia para a retirada total de um dos seios. Em 2012, o tumor voltou a surgir no outro seio. Desta vez com um dos subtipos mais agressivos, o HER2 positivo, o que levou a paciente a remover a outra mama, mas a doença já tinha evoluído para a fase avançada. 

Desde 2015, Luciane vive com uma metástase do último tumor na parede torácica, o qual é tratado, pelo sistema privado de saúde, com terapias-alvo adequadas para o estágio da doença. Ela afirma que vive sua vida normalmente. "Trabalho sem dificuldade, cuido da casa, dos meus dois filhos, do meu marido. E, claro, viajo sempre que posso, que é uma das coisas que mais gosto de fazer", explica Luciane. 

Segundo a oncologista, atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não disponibiliza o mesmo tratamento que o Sistema Privado para mulheres com o subtipo HER2 – positivo em fase avançada. "Há uma defasagem na incorporação de novas tecnologias e isso compromete o tempo e a qualidade de vida das pacientes", explica a médica. 

O câncer de mama é o tipo que mais acomete e mata mulheres no Brasil e no mundo. Para 2016 e 2017, o Instituto Nacional do Câncer estimou 10.970 novos casos da doença na Região Sul, onde o tumor é o mais frequente no sexo feminino, sendo 5.210 localizados somente no Rio Grande do Sul. Em 2014, foram estimados 2.596 óbitos entre as sulistas. 

O INCA apontou que o câncer de mama representa 25% entre os dez cânceres mais incidentes nas sulistas, são 74,3 casos da doença para cada 100 mil mulheres. Segundo a especialista, este número se deve a "multifatores", entre eles a alta expectativa de vida da população feminina da região, que é de aproximadamente 80 anos, e o nível de tabagismo de 14,9%, que é o maior entre as brasileiras. 

A dimensão do câncer de mama sempre foi grande, e as brasileiras enfrentaram muitos obstáculos na luta por políticas públicas efetivas contra a doença. Nos anos 1980, as ações propostas para a prevenção e detecção do câncer de mama consistiam, basicamente, em estimular as mulheres a palparem suas mamas e em sensibilizar os médicos a detectarem nódulos suspeitos por meio do exame clínico. As Secretarias Municipais de Saúde só passaram a ter acesso a mamógrafos e a materiais educativos direcionados aos médicos em 2002, com incentivo do projeto "Viva Mulher", que visava o controle nacional dos cânceres femininos. 

O Sistema de Informação de Controle do Câncer de Mama (Sismama), só foi finalizado em 2009 pelo INCA e DataSUS. A ferramenta gerencia ações de detecção precoce do câncer de mama. No mesmo ano, um Encontro Internacional sobre Rastreamento do Câncer de Mama foi realizado no Rio de Janeiro, com debates sobre programas nacionais de rastreamento populacional do câncer de mama na América do Norte e na Europa. 

"Até hoje, buscar o debate sobre o câncer de mama é muito importante. Os avanços tecnológicos representam uma importante conquista para os pacientes", afirma o dra. Karina.

Novas tecnologias aumentam as chances de cura e a qualidade de vida de pacientes com câncer de mama

 

Bonde

 
Criado em 13 Outubro 2016

A população brasileira consome em média 12 gramas de sal, diariamente, mais do que o dobro da quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), que é de 5 gramas. 

O que preocupa os profissionais da área de saúde é que o consumo excessivo de sódio é apontado como uma das causas da hipertensão, o que aumenta significativamente o risco de doença cardiovascular, a principal causa de mortes no Brasil e no mundo. 

Por isso, é preciso ter cuidado com a quantidade de sal que adicionamos espontaneamente em nossas preparações diárias. "Estudos apontam que até um quarto de todo o sal que uma pessoa consome no dia é adicionado à comida durante o preparo", explica a nutricionista Marcia Gowdak, diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e nutricionista responsável pelo Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). 

Porém, reduzir a quantidade de sódio não significa reduzir o sabor. Pensando nisso, a chef Natalia dos Santos listou os alimentos queridinhos dos brasileiros e a nutricionista Marcia Gowdak ensina algumas dicas para diminuir a quantidade de sódio presente nesses pratos. 

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Confira! 

10 alimentos preferidos dos brasileiros: 

- Arroz 
- Feijão 
- Frango de Panela 
- Picadinho 
- Salada (alface e tomate) 
- Molho à Bolonhesa 
- Sopa de Legumes 
- Salada de Batata 
- Strogonoff 
- Feijoada 

Saiba como reduzir a quantidade de sódio desses alimentos! 

– Experimente a preparação antes de adicionar mais tempero. Muitas pessoas acrescentam o sal antes de saber se o prato está saboroso; 

– Cuidado com o consumo de alguns alimentos, tais como, bacon, queijos, azeitonas e salame. Estes alimentos contêm quantidades elevadas de sal e são frequentemente utilizados como ingredientes do feijão, feijoada, saladas e outras preparações consumidas diariamente; 

– Reduza a quantidade de sal utilizada gradativamente. O paladar precisa de um tempo para se acostumar ao novo sabor; 

– Leia os rótulos das embalagens. A indicação da quantidade de sódio presente em cada produto deve ser informada ao consumidor. Além disso, alguns produtos explicam como deve ser o modo de preparo para que a quantidade de sódio informada no rótulo corresponda ao nosso consumo. 

– Quando utilizar temperos em pó ou caldo, não adicione mais sal. Esses produtos já possuem a quantidade suficiente para deixar a comida saborosa; 

– Retire o saleiro da mesa. Essa atitude simples vai ajudar a reduzir a vontade de acrescentar mais sal à comida. É muito comum acrescentar sal à salada sem experimentar o tempero primeiro. Isso pode levar ao consumo excessivo de sódio; 

– Durante o preparo, utilize medidas caseiras para acrescentar sal aos pratos. A referência da colher de chá ou café é sempre melhor do que o "sal a gosto" e as "pitadas".

Bonde

 
Criado em 01 Setembro 2016

O ditado "Você é o que você come" é verdadeiro. A alimentação é um dos fatores mais 
importantes da nossa vida e somos completamente responsáveis por aquilo que ingerimos. Os alimentos também podem auxiliar na prevenção e no auxílio ao tratamento de doenças. E, no caso do câncer, não é diferente. 

"Podemos dizer que o plano alimentar tem um papel essencial em todas as fases do tratamento da doença. O cardápio deve ser bem variado e respeitar as tolerâncias do paciente", comenta a professora do curso de Nutrição Edna Shibuya Mizutani. A alimentação pode ajudar na reposição dos nutrientes, evitando a perda brusca de peso, por exemplo, além de proporcionar mais disposição e a melhoria da imunidade. 

Durante o período, é muito importante que o paciente redobre os cuidados de higiene ao adquirir e preparar os alimentos, e que evite a ingestão de peixe e mariscos crus, leite não pasteurizado e produtos à base de ovos não cozidos. Estes cuidados ajudam a reduzir a possibilidade de infecção alimentar, mais difícil de ser combatida por consequência da baixa imunidade. 

"Os nutrientes presentes nos alimentos são responsáveis por nutrir as células, e, além disso, os compostos chamados de Flavonoides, que estão presentes nas frutas, legumes e verduras, possuem atuação antioxidante e que podem inibir a proliferação das células cancerígenas", ressalta a nutricionista e professora de Educação Física Camila Ribeiro Gomide Queiroz. 

A atenção ao preparo é fundamental, porque dependendo do método a ser utilizado, pode haver o aumento da quantidade de substâncias nocivas à saúde. A fritura e a defumação, por exemplo, elevam os níveis de gordura do alimento. As carnes em especial podem ficar mais torradas que o normal e levar a formação daqueles pontos pretos que todo mundo já viu. Porém, esses pontos podem trazer consigo a acroleína, um elemento que pode ser cancerígeno se consumido em excesso. 

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Então, fica a pergunta. Existe uma alimentação específica recomendada aos pacientes em tratamento contra o câncer? 

Vale lembrar que prevenir é sempre melhor que remediar. Uma alimentação variada e equilibrada é vantajosa não só para quem se encontra com a enfermidade, mas também, àqueles que buscam qualidade de vida e de saúde a longo prazo. Obviamente, algumas doenças requerem a manutenção de alguns nutrientes, a qual deverá sempre ser prescrita por um profissional. 

Para suprir todas as necessidades do corpo, os alimentos são divididos em três grupos, por cada um desempenhar funções próprias. Conheça cada um deles! 

Alimentos construtores 

São os alimentos ricos em proteínas. Essa substância garante a formação de músculos, pele e tecidos, além de ajudar no processo de cicatrização e defesa do organismo. Devem estar presentes no prato carnes, ovos, leite e derivados e leguminosas, como feijão, soja, ervilha, lentilha, grão de bico. 

Alimentos energéticos 

É nesses grupo que encontramos as fontes de carboidratos - açúcar, massas e farinhas em geral - responsáveis por fornecer energia ao organismo para que este execute suas tarefas mais básicas. As gorduras - óleos, margarinas, manteiga, banha, creme de leite - também podem servir como fonte energética, além de assegurar a produção de hormônios e absorção de vitaminas. 

Alimentos reguladores
 

A maioria dos nutrientes considerados imprescindíveis para uma boa saúde - como os sais minerais, vitaminas e fibras - trabalham a favor da formação de ossos e tecidos, crescimento e funcionamento intestinal. É aqui que se pede o consumo de frutas, verduras e legumes, que trazem consigo quantidades ideais não só os elementos já citados, mas também a água. O líquido faz parte do funcionamento de muitas funções, como o transporte e digestão de nutrientes, eliminação de resíduos e regulação da temperatura corporal. 

(Com informações de Medicina - Mitos e Verdades)Bonde

 
Criado em 13 Julho 2016

Uma pesquisa inédita feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Ministério da Saúde, mostra que adolescentes seguem uma dieta de alto risco para problemas cardiovasculares, renais e obesidade. A lista de problemas é extensa: refrigerante é o sexto alimento mais consumido, só metade toma mais de 5 copos de água por dia, 80% consomem sódio em excesso e todos ingerem menos cálcio e vitamina E do que o adequado. O trabalho tem por base um inquérito com estudantes de 12 a 17 anos, feito em 1.247 escolas espalhadas pelo País. 

"Vivemos em uma transição do padrão africano, onde a fome era prevalente, para o padrão americano, onde a obesidade predomina", afirmou a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção à Saúde, Fátima Marinho. A epidemiologista considera que o fenômeno identificado agora entre adolescentes já ocorre há alguns anos na população adulta. "Nossa tarefa é tentar reverter esse padrão, sobretudo com população mais jovem." 

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O conjunto de hábitos retratado na pesquisa preocupa. Mais da metade faz refeições sempre ou quase sempre na frente da TV. Quando não é o prato de comida, é o salgadinho. Dos entrevistados, 40% disseram que comem petiscos enquanto estão com o aparelho ligado e 73,5% passam duas horas ou mais vendo TV ou no computador. "Trabalhos mostram que, quando a pessoa faz refeições com companhia, há uma tendência maior de se prestar atenção no que se está comendo, reduzindo excessos", afirmou a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa. 

Arroz e feijão 

A boa notícia está na permanência do hábito brasileiro de colocar no prato arroz e feijão. São os itens de alimentação mais consumidos pelos jovens, com 81,75% e 67,95%, respectivamente. No entanto, doces e refrigerantes, com 44,97% e 39,33%, por sua vez, estão mais bem colocados do que frutas e hortaliças (33,97%). No Nordeste, o consumo de frutas e hortaliças é tão baixo que não figura entre os 20 alimentos mais usados. 

O padrão entre adultos é ainda mais desanimador. Estudo feito por telefone com moradores com mais de 18 anos das capitais do País mostra que 19% do brasileiros têm o hábito de consumir refrigerantes e sucos artificiais e 20% consomem doces 5 vezes por semana ou mais. O hábito reflete diretamente na obesidade: 18,6% são obesos - em 2010, eram 15%. 

A estudante Morgana Miranda, de 18 anos, por exemplo, diz que toma refrigerante todos os dias e o hábito a acompanhou durante toda a adolescência. "Até penso em tomar suco, mas vou comer uma batata frita e não combina." Já na casa da estudante Tifany Ito, de 17 anos, sempre tem suco de caixa, diariamente. "Fazer suco natural dá muito trabalho." 

Endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Tarissa Petry diz que, por praticidade, brasileiros estão deixando de consumir alimentos naturais, mas que isso pode trazer sérias consequências para a saúde. "Estamos diagnosticando a obesidade cada vez mais cedo. Esses jovens vão ter diabete, hipertensão, enfarte e AVC mais cedo também." 

Propaganda 

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que a propaganda de alimentos ricos em sal, açúcar e gordura e com excesso de álcool poderia ser "aprimorada", sem dizer, no entanto, o que poderia ser feito. Mas assinou uma portaria que proíbe, a partir de hoje, a venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados, ultraprocessados, com excesso de açúcar, gordura e sódio dentro das unidades do ministério. O mesmo vale para eventos patrocinados e ele espera que a medida seja replicada por outros órgãos de governo. (Colaborou Paula Felix) 

Bonde

 

 
Criado em 18 Junho 2016

O Brasil apresentou proposta para que todos os países do Mercosul ratifiquem o protocolo de combate ao comércio ilegal de tabaco. A medida foi discutida nesta sexta-feira (17) durante a 39ª Reunião de Ministros da Saúde do bloco, realizada em Montevidéu, no Uruguai. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que após uma reunião com os ministros brasileiros envolvidos com o tema, tomou a posição de avançar na implementação do protocolo. 

"Nos últimos anos, o fortalecimento das ações de combate ao mercado ilegal de cigarros tem sido uma das linhas de atuação do governo brasileiro. Atualmente, o Brasil tem controle integral de todas as linhas de produção de cigarros em seu território, o que possibilita acompanhar os níveis de produção, bem como o correto destino destes produtos, evitando diversas práticas ilícitas. O governo brasileiro está empenhado na ratificação do Protocolo e tem muito interesse em continuar com medidas fortes para redução do consumo de tabaco no Brasil", ressaltou o ministro. 

A declaração pela ratificação do protocolo foi seguida pelo Uruguai e Venezuela. A expectativa é que na próxima declaração conjunta sobre o tema, prevista para o próximo semestre, seja firmada por todos os países do Mercosul. O protocolo foi desenvolvido a partir da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Após a decisão do governo brasileiro, o documento deve ser aprovado pelo Congresso Nacional, para então ser assinado pela presidência da república. De acordo com o Balanço Aduaneiro de 2015 da Receita Federal, em 2014 foram apreendidos R$ 515 milhões em cigarros e similares. Já em 2015, foram apreendidos R$ 702 milhões – um crescimento de 36%. 

As medidas previstas no documento têm como objetivo tornar a cadeia de oferta de produtos de tabaco segura. O documento prevê, por exemplo, que se estabeleçam mecanismos de rastreamento dos produtos, de forma que sejam controlados desde a fábrica até os pontos de venda. No Brasil, esse tipo de ferramenta já foi implementada pelo governo federal. 

Outras exigências também presentes no protocolo são o licenciamento dos participantes da cadeia de suprimento, obrigações de manutenção de registros e regulação das vendas na internet e em duty free, bem como do trânsito internacional dos produtos. Outra contribuição do documento será através do fortalecimento de medidas para cooperação entre os países na investigação e no litígio contra os ilícitos, e para mútua assistência legal. 

 

MEDICAMENTOS – O encontro de ministros também deu continuidade ao processo, já iniciado na 38ª reunião do Mercosul, de buscar formas de redução dos preços para aquisição de medicamentos. Os ministros pactuaram o interesse em realizar uma compra conjunta dos medicamentos sofosbuvir, daclastavir e simeprevir, todos usados no tratamento de Hepatite C. O Brasil já vinha negociando com laboratórios os preços desses medicamentos desde 2015, e conseguiu obter um desconto de 90%. A expectativa é de que se consiga obter, para os demais países da região, pelo menos o preço que foi obtido pela negociação realizada no Brasil. 

Tal redução pode ser bastante significativa, uma vez que, apenas para o Sofosbuvir, o Brasil já conseguiu um preço de US$ 6.478 por tratamento de 12 semanas, antes mesmo deste acordo. Desta forma, todos os países podem ser beneficiados com a redução no preço destes medicamentos. 

Também ficou acordada a realização de uma rodada conjunta de negociação para a compra dos medicamentos oncológicos trastuzumabe e rituximabe. Esses medicamentos são significativos para o Brasil, e representaram, para o Sistema Único de Saúde (SUS), uma despesa anual de R$ 223 milhões em 2015, e de R$ 257 milhões em 2014. 

Uma primeira compra conjunta já foi realizada em novembro do ano passado. A iniciativa, inédita no mundo como estratégia de negociação de preço junto às farmacêuticas, garantiu a aquisição do medicamento darunavir, usado no tratamento de Aids, por oito países, e alcançou descontos de até 83%. O valor negociado, de U$ 1,26 por unidade, foi cerca de cinco vezes menor que do era praticado, por meio de compra individual, na Venezuela, Chile e Uruguai. Esses três países, junto com Brasil, Argentina, Paraguai, Peru e Suriname, economizaram mais de U$ 20 milhões com a compra conjunta. Para o Brasil, que já registrava um dos menores preços do bloco, de U$ 2,98 por unidade, representará uma redução de U$ 14,2 milhões.

 Divulgação

Bonde

 
Criado em 20 Maio 2016

Com o marido de 57 anos internado em um hospital, após apresentar um edema cerebral decorrente de um tumor cancerígeno, a servidora pública Marcia Gutierrez, de Sorocaba, reagiu à decisão dos ministros do STF com indignação e tristeza. "Eles estão nos tirando a última esperança. Lutamos contra o câncer desde 2005 e ele já enfrentou tudo o que é tratamento: quimioterapia, radioterapia, só faltava a 'fosfo'. Agora, o que nos resta?" 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 19, por 6 votos a 4, suspender provisoriamente a lei federal que liberou porte, uso, distribuição e fabricação da fosfoetanolamina sintética, a chamada "pílula do câncer". 

Marcia decidiu tentar a utilização da "pílula do câncer" no ano passado, dez anos após o marido ser diagnosticado com câncer no pulmão. Ela conseguiu uma liminar em outubro. "Foi o tempo de a juíza autorizar e o governador entrar com uma ação na Fazenda Pública de São Carlos pedindo a suspensão das entregas." Em fevereiro, ela voltou a conseguir uma liminar, mas de novo não obteve as cápsulas, pois o laboratório da USP em São Carlos foi fechado. 

Para a advogada Marisa Acete, de 48 anos, filha de um paciente com câncer que toma a pílula há três, a decisão prejudica os doentes em estágio mais grave, que não podem esperar pela conclusão dos testes clínicos da fosfoetanolamina. "As pessoas estão morrendo no meio do caminho. Não dá para esperar", reclama. 


O assessor parlamentar Abrão Dib, que lidera um grupo de defensores da fosfoetanolamina sintética em redes sociais, disse que a decisão pode incentivar o mercado clandestino. "Nosso receio é de aparecer a fosfoetanolamina falsa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tiraram a última esperança, diz mulher de paciente sobre suspensão da pílula do câncer

 

Agência Estado

 
Criado em 14 Maio 2016

Cientistas da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) descobriram, através de pesquisas feitas em animais, um composto presente no gengibre capaz de inibir o crescimento do tumor primário de mama, e também evita metástase (migração por via sanguínea de vírus, bactérias e parasitas) para ossos, pulmão e cérebro. 

De acordo com a pesquisadora do Laboratório de Biologia do Envelhecimento da UFSCar Marcia Regina Cominetti "até o momento, sabemos que a molécula que estudamos age induzindo a morte celular programada, uma ação que se espera das moléculas antitumorais." 

Divulgação

 

É difícil desenvolver tratamentos específicos para o câncer pois ele é um conjunto com mais de cem doenças. As três opções mais usadas hoje em dia, para tratamento, são cirurgia para remoção do tumor, quimio e radioterapia. Entretanto, há tumores que não podem ser expostos a quimioterapia específica, como os chamados tumores de mama triplo negativos. 

O gengibre e o câncer 

Em países asiáticos, onde há uma dieta rica em gengibre, soja, cebola, tomate, pimentas e chá verde, os pesquisadores notaram menor risco de câncer entre os habitantes, quando comparado com países ocidentais. 

Além do gengibre, a vimblastina também é muito lembrada no tratamento natural do câncer. Ela é usada há mais de 50 anos no tratamento da leucemia e foi extraída da ilha de Madagascar, conhecida no Brasil como maria-sem-vergonha. 

Embora os gingeróis sejam conhecidos como produtos encontrados no gengibre, alguns podem ser isolados em quantidades extremamente pequenas. (Com informações do UOL) 

 

 
Criado em 06 Maio 2016

Não há registro de microcefalia em virtude da doença no estado, diz Sesa.
PR teve 33 suspeitas de microcefalia; 24 foram descartadas e 5 são estudas.

A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) acompanha atualmente o desenvolvimento do feto de 20 mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da zika no estado.

"O que muda é um acompanhamento mais de perto. Não que sejam feitos mais exames ou intervenção, mas se acompanha mais de perto o crescimento, as alterações nas ultrassonografias são olhadas com muita mais atenção”, detalhou Marion Burger que é médica infecto pediatra da Secretaria de Saúde do Paraná.

Desde agosto de 2015, o estado registrou 25 mulheres, em gestação, com zika. Em dois casos, houve aborto espontâneo e três crianças nasceram, a princípio, sem reflexo da doença.

“Por enquanto não tem nenhum feto microcefálico. O que acontece é que essas gestantes tiveram zika há menos de um mês. Ainda não se tem dados para saber se esses fetos estão ou não atingidos”, explicou Marion Burger.

A zika é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti e ainda cercada de mistérios. Um deles é a relação entre a doença e malformações fetais como a microcefalia – quando o bebê nasce com o diâmetro da cabeça igual ou inferior a 32 centímetros. (Tire algumas dúvidas no fim da reportagem).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que ainda não há comprovação definitiva da ligação entre o vírus da zika e a microcefalia e, por isso, cientistas seguem estudando em busca de uma confirmação.

A Secretaria Estadual de Saúde do Paraná afirma que registrou 33 casos suspeitos de microcefalia (independente da causa), sendo que 24 foram descartados e cinco seguem em investigação.

“Tem cinco casos em investigação para ver, se não houver outra causa, e, se houver nos exames complementares algum indício de zika, a gente confirma, mas por enquanto nós não temos nenhuma microcefalia ligada ao zika”, disse Marion Burger.

O último boletim de microcefalia divulgado na quarta-feira (4) pelo Ministério da Saúde apontou que, até o dia 30 abril, foram confirmados 1.271 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, em todo o país. Dos casos confirmados, 203 tiveram confirmação laboratorial para o vírus da zika.

No Paraná, conforme o boletim, foram quatro casos de microcefalia. Marion Burguer esclareceu que em duas situaçãoes houve aborto espontâneo das grávidas diagnosticadas com zika na fase aguda da doença. Em ambos os casos, os abortos ocorreram no primeiro trimestre da gestação.

“A mãe estava com infecção aguda do vírus. No mês que ela identificou a infecção aguda ela teve perda do feto. Então, a gente considera isso uma complicação da infecção por zika”, disse a médica.

Tudo ocorreu no início da gestação e isso impediu um diagnóstico de possível microcefalia em virtude da zika.

Além disso, Marion Burger pondera que não haveria tempo para um desenvolvimento da malformação.

Os outros dois estão relacionados a bebês que nasceram com alterações neurológicas devido à toxoplasmose – doença causada por um protozoário que pode estar presente nas fezes de felinos e também em carnes malpassadas.

Em geral, a toxoplasmose gera uma febre branda. Existe tratamento para a doença e, se for diagnosticada rapidamente, o risco de acarretar problemas para o feto diminui consideravelmente, de acordo com especialistas.

O que é zika?
É uma doença causada por um vírus do gênero Flavivírus. Identificada pela primeira vez em 1947 em um macaco rhesus na floresta Zika, da Uganda, foi diagnosticada no Brasil em abril de 2015. Entenda neste vídeo interativo como a zika se tornou um problema de saúde pública.

Quais são os sintomas?
Os principais são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos.

A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias.

O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo, e cerca de 80% dos pacientes não têm manifestações clínicas. O que assusta é sua possível relação com outras condições mais graves, como microcefalia e síndrome de Guillain-Barré.

Como o vírus é transmitido?
O principal transmissor é o mosquito Aedes aegypti, que, quando infectado, pode passar a doença a humanos pela picada. Outras possíveis formas de transmissão estão sendo estudadas.

O vírus pode ser transmitido por via sexual?
O risco de transmissão sexual ainda não foi comprovado cientificamente, mas vários casos de possível contágio intrigam cientistas e já levaram médicos a recomendar que grávidas usem proteção durante relações sexuais.

A OMS afirma que ainda não há evidências suficientes para provar que essa forma de disseminação do vírus de fato ocorreu e que ela é preocupante, mas também recomendou sexo seguro ou abstinência a quem está em regiões com surto de zika. Mais estudos estão sendo feitos. Saiba mais.

Pode ser transmitido pela saliva?
O vírus já foi encontrado em amostras de saliva, mas não se sabe se ele pode ser absorvido por esse meio por outra pessoa até chegar à corrente sanguínea. Ainda não existem casos suspeitos de infecção dessa forma.

Pode ser transmitido pelo leite materno?
O vírus também já foi encontrado no leite materno, mas nenhum caso suspeito de transmissão foi relatado.

Pode ser transmitido por transfusão de sangue?
Um estudo de abril de 2014 detectou o vírus da zika em amostras de sangue de doadores que não manifestavam sintomas no momento da doação.

Neste ano, foi constatado em Campinas um caso de transmissão do vírus da zika de um doador de sangue para um receptor. O Ministério da Saúde investiga o caso, que seria o primeiro do Brasil.

Existe vacina?
Atualmente, pelo menos 15 empresas e grupos acadêmicos estão empenhados na criação de vacinas contra o zika, de acordo com a OMS. Uma delas se mostrou promissora em ratos e outra começará a ser testada em animais em breve também (veja mais detalhes aqui).

Apesar do programa de trabalho acelerado, estima-se que serão necessários pelo menos 18 meses para que qualquer vacina contra o zika esteja pronta para ser utilizada em testes clínicos de larga escala.

Existe exame para diagnosticar o problema?
O método diagnóstico disponível atualmente é o PCR, um exame de alta complexidade que só é realizado em laboratórios muito especializados (veja alguns deles nesse link).

Segundo recomendações do Ministério da Saúde, nas regiões em que já houve diagnóstico laboratorial para zika, o diagnóstico dos outros pacientes deve ser clínico, ou seja, pela avaliação dos sintomas que o paciente apresenta.

Um dos problemas do PCR é que ele só detecta a presença do vírus em um período muito curto de tempo: cinco dias depois do aparecimento dos sintomas. Ou seja, é possível que o paciente ainda esteja manifestando sintomas da doença e o vírus não seja mais detectado em seu sangue.

Os cientistas estão desenvolvendo testes sorológicos, capazes de detectar os anticorpos contra o vírus, que poderia detectar a infecção em uma janela maior de tempo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou ao menos três testes do tipo, mas eles ainda não estão disponíveis comercialmente.

Existe tratamento?
Não há tratamento específico para a doença. Segundo o Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.

Quais países já registraram casos de zika?
A zika está se espalhando rapidamente pelas Américas e por outros países do mundo, o que preocupa a OMS. Pelas estimativas da organização, entre 3 e 4 milhões de pessoas vão ser infectadas pelo vírus no continente em 2016.

Uma das maiores preocupações com a epidemia diz respeito a seu elo com os casos de microcefalia que se multiplicaram no Brasil (Foto: Felipe Dana/AP)

G1

 

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