Criado em 08 Agosto 2013

Após análises laboratoriais, a Secretaria da Saúde do Paraná confirmou que a gripe foi a causa da morte de uma atleta de 14 anos, que morreu no último sábado (03) em Toledo, região Oeste do Estado. O laudo foi emitido pelo Laboratório Central do Estado na tarde desta segunda-feira (5) e apontou que havia a presença do vírus Influenza B, causador da gripe, nas amostras colhidas da jovem.Equipes da Secretaria estadual da Saúde vão continuar a investigando o caso. Segundo relatório preliminar, a paciente apresentava sintomas gripais antes mesmo de chegar em Toledo, na quarta-feira (31), e pode ter adquirido a doença em Castro, cidade onde morava.

 

Outras três amostras de colegas do mesmo time da atleta também foram positivas para Influenza B. As quatro meninas participavam do Campeonato Paranaense de Basquetebol Sub-15 Feminino, que seria realizado entre os dias 31 de julho e 4 de agosto no município de Toledo. Após a morte da jovem e do registro de outras atletas com sintomas gripais, a competição foi suspensa conforme orientação da 20ª Regional de Saúde.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, o fato reforça a orientação para que as pessoas procurem atendimento médico assim que apresentem os primeiros sintomas. “Não existe pouca gripe ou gripe fraca. Todo caso suspeito deve ser tratado o mais cedo possível. Por isso, todos devem estar atentos aos sintomas”, explica.

SINTOMAS – Febre alta, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações, calafrio e cansaço são alguns dos sinais de alerta da gripe. Já a falta de ar é um indício de que o quadro clínico do paciente já está se agravando e o atendimento médico deve ser imediato.

O tratamento da gripe é sempre mais eficaz quando o medicamento antiviral (Oseltamivir) é aplicado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. No caso da jovem atleta, o medicamento só foi aplicado na noite de sexta-feira (02), quando a menina foi encaminhada pela primeira vez a um serviço de saúde.

De acordo com a investigação, houve um período de pelo menos 72 horas entre o início dos sintomas e o tratamento. No sábado (03), a atleta voltou ao hospital já em estado grave e teve que ser encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva, onde morreu.

NÚMEROS – Até esta segunda-feira, 1.162 casos de gripe foram registrados no Paraná. A maioria foi causada pelo vírus Influenza A (H1N1) e Influenza B, que juntos 86% do total de casos.

O novo boletim divulgado pela secretaria traz ainda mais duas mortes confirmadas por gripe nos municípios de Madaguari e Araucária. Os óbitos ocorreram entre os dias 12 e 23 de julho. Com isso, sobe para 47 o número de mortes por gripe registradas neste ano.

Os novos óbitos foram de pacientes que tinham doenças crônicas que contribuíram para o agravamento do quadro clínico dos pacientes. Apesar de terem direito, ambos não tomaram a vacina contra a gripe na rede pública de saúde.

 
Criado em 16 Junho 2013

502.336 mil crianças no Paraná já receberam as duas gotinhas da vacina contra a poliomielite, até as 17h da última sexta-feira (14). Esse número equivale a 75% do público-alvo. A vacina está disponível em todas as unidades de saúde das 8h às 17h e em unidades volantes (mercados, praças, shoppings) estruturadas pelos municípios.

O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, destaca que a vacinação é importante para manter o vírus da pólio longe do Estado. "Com uma boa cobertura vacinal diminuem as chances do vírus voltar a circular", disse.

No Paraná, a meta é imunizar no mínimo 95% (660 mil) das crianças de seis meses a menores de 5 anos. O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, lembra que os pais devem estar atentos ao calendário de vacinação. "Não deixem de levar a Carteira de Saúde da Criança para os vacinadores conferirem se todas as doses recomendadas foram aplicadas" explica.

VACINA - A vacina contra a pólio é segura. É indicada para todas as crianças menores de cinco anos, mesmo as que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia. No caso de crianças que sofrem de doenças graves, recomenda-se que os pais consultem profissionais nos postos e centros de saúde para que avaliem se devem ou não tomar a vacina. Crianças com febre acima de 38º, ou com alguma infecção, também devem ser avaliadas por um médico.

MUDANÇA - Desde 2012, o Brasil passou a realizar somente uma etapa exclusiva da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, no mês de junho. No ano passado, todas as crianças até cinco anos incompletos participavam da campanha.

Neste ano, o público alvo a ser vacinado na campanha é a partir dos 6 meses, com a vacina oral (VOP), as chamadas gotinhas. Isso porque as crianças menores de 6 meses já estão sendo vacinadas com a injetável (VIP) nos postos de vacinação. É importante reforçar que os pais não esqueçam de levar a caderneta de vacinação dos filhos para que o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança.

No caso de crianças que sofrem de doenças graves, recomenda-se que os pais consultem profissionais nos postos e centros de saúde para ser avaliado se devem ou não tomar a vacina. Crianças com febre acima de 38º, ou com alguma infecção, também devem ser avaliadas por um médico.

PREVENÇÃO - Não existe tratamento para a pólio e somente a prevenção, por meio da vacina, garante a imunidade. No Paraná o último caso de paralisia infantil foi diagnosticado em 1986, na região metropolitana de Curitiba.

Apesar de não haver registro de casos de pólio há mais de 20 anos no Brasil, é importante manter campanhas de vacinação anuais porque o poliovírus, causador da enfermidade, pode ser reintroduzido no país porque ainda circula no mundo. Entre 2007 e 2012, 35 países registraram casos de poliomielite, sendo que três ainda são considerados endêmicos: Afeganistão, Nigéria e Paquistão.

A DOENÇA - A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda que atinge, principalmente, crianças de até 5 anos. É transmitida pelo poliovírus, cujo contágio se dá principalmente pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão.

O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença) é, geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar entre 2 e 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.

O poliovírus se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sanguínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas. Em outros casos, quando o vírus paralisa músculos respiratórios ou de deglutição, pode até matar.

 

 
Criado em 24 Maio 2013

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 23, uma resolução solicitando a suspensão e o recolhimento de 19 lotes do medicamento Tylenol Gotas 200mg/ml Solução Oral.

Tal determinação foi tomada depois que a Anvisa identificou problemas no gotejamento dos frascos. O gotejador pode se soltar do produto ao pressionar o frasco, o que pode acarretar uma ingestão acidental de dose excessiva do produto.

O laboratório Janssen-Cilag Farmacêutica, fabricante do medicamento, anunciou que vai recolher todos os 19 lotes do medicamento, fabricados entre dezembro de 2011 a novembro de 2012, ultrapassando três milhões de unidades recolhidas.

A campanha de recall começará na próxima segunda-feira, dia 27. Os lotes que serão recolhidos são: PPL055, PPL056, PPL057, RAL030, RCL088, RFL095, RLF096, RGL052, RHL047, RKL037, RLL015, RLL087, RML007, RML125, RML135, RML175, RNL049, REL036 e RJL123.

Caso tenha o produto em casa, não administre diretamente na boca, use sempre uma colher para dosagem.

tylenol gotas anvisa1 Anvisa anuncia suspensão de lotes de Tylenol

 
Criado em 24 Maio 2013

A Secretaria Municipal de Saúde e o Consórcio Intermunicipal do Médio Paranapanema (CISMEPAR), promove de 20 a 24 de maio, a Semana de Conscientização Sobre a Hanseníase. O Paraná instituiu o “Dia estadual de conscientização sobre a hanseníase” no dia 26 de maio. A data tem objetivo de chamar a atenção da população para uma doença antiga, mas que continua presente nos dias atuais. Serão realizadas atividades para esclarecer dúvidas, com a intenção de diminuir o estigma e o preconceito relacionado à doença.

A hanseníase é uma doença contagiosa, crônica e de grande importância para a saúde pública devido, entre outros fatores, a seu alto poder incapacitante. De acordo com a médica dermatologista, Cristina Maria Aranda, a transmissão se dá por meio de uma pessoa doente, sem tratamento que elimina o bacilo por meio das vias respiratórias, como secreções nasais, tosses, espirros, podendo assim infectar outras pessoas suscetíveis.

De acordo com a médica são vários os sintomas. Ela explicou que podem aparecer manchas em qualquer parte do corpo que cause uma perda ou alteração de sensibilidade, como não distinguir superfícies quentes de frias. “Esse é o sintoma mais importante, mas além dele existem outros como a área de pele seca e com diminuição de suor, área da pele com queda de pêlos, especialmente nas sobrancelhas, sensação de formigamento ou diminuição do sentido de dor e ao tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber, sem sentir dor ou sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés, diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos, úlceras de pernas e pés, caroços no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos, febre, edemas e dor nas juntas, obstrução, sangramento, ferida e ressecamento do nariz, ressecamento nos olhos, mal estar geral e emagrecimento.”

Em Assaí são poucos o caso de Hanseníase pois quando o paciente está com suspeita dessa doença o Posto de Saúde de Municipal encaminha o mesmo para São Jerônimo da Serra,  para os devidos exames específicos que são realizados naquele local. Quando a doença é constatada o posto de Saúde de São Jerônimo informa o posto de Assai para os devidos tratamentos e o PSF acompanha todo o tratamento juntamente com o paciente.

 
Criado em 23 Maio 2013

A partir de hoje (23), pacientes com câncer deverão iniciar o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 60 dias após o registro da doença no prontuário médico. A determinação consta da Lei 12.732/12, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em novembro do ano passado, que entra em vigor nesta quinta-feira

Para ajudar estados e municípios a gerir os serviços oncológicos da rede pública, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, há uma semana, a criação do Sistema de Informação do Câncer (Siscan). O software, disponibilizado gratuitamente para as secretarias de Saúde, vai reunir o histórico do paciente e do tratamento. A previsão do governo é que, a partir de agosto, todos os registros de novos casos de câncer no país sejam feitos pelo Siscan.

Na ocasião, o ministro alertou que estados e municípios que não implantarem o sistema até o fim do ano terão suspensos os repasses feitos para atendimento oncológico. Com o objetivo de acompanhar o processo de implantação do Siscan e a execução de planos regionais de oncologia, uma comissão de monitoramento, de caráter permanente, visitará hospitais que atendem pelo SUS. O grupo vai avaliar as condições de funcionamento e a capacidade de oferecer atendimento oncológico com agilidade.

Ontem (22), o diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Paulo Hoff, elogiou a nova regra, mas cobrou recursos para o cumprimento da lei. De acordo com o médico, que também é professor de oncologia e radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, nas instituições que tratam o câncer pelo SUS no estado o tempo médio entre o diagnóstico e o início do tratamento é 22 dias, abaixo do exigido pela lei. Ele disse, no entanto, que há casos em que, dependendo da localização do paciente e do tipo de tumor, o prazo pode passar de três meses.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o SUS conta atualmente com 277 serviços habilitados em oncologia, sendo 134 no Sudeste, 63 no Sul; 48 no Nordeste, 20 no Centro-Oeste e 12 no Norte. As unidades oferecem radioterapia, quimioterapia e cirurgia oncológica.

Atualmente, 78% dos pacientes com câncer em estágio inicial recebem tratamento em até 60 dias. Desses, 52% conseguem ser atendidos em 15 dias. Entre os pacientes com câncer em estágio avançado, 79% recebem tratamento em até 60 dias. Chega a 44% os que conseguem ser atendidos em 15 dias.

A estimativa do ministério é que o país registre este ano 518 mil novos casos de câncer. A previsão é que 60.180 homens tenham câncer de próstata e 52,6 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer de mama. Depois das doenças cardiovasculares, o câncer é a doença que mais mata no país.

Em 2010, 179 mil pessoas morreram em decorrência da doença. O câncer dos brônquios e do pulmão foi o tipo que mais matou (21.779), seguido do câncer do estômago (13.402), de próstata (12.778), de mama (12.853) e de cólon (8.385).

Agência Brasil

 
Criado em 05 Maio 2013

O Paraná atingiu a meta de vacinação contra a gripe. Na tarde de sexta-feira (3) foi alcançado o número de 1,7 milhões de pessoas imunizadas, o que representa 80% do público alvo da campanha nacional. A vacinação, que começou há 19 dias, segue até a próxima sexta-feira (10) em todas as 2,5 mil unidades básicas de saúde do Estado.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, comemorou a marca alcançada e agradeceu o empenho dos cerca de 20 mil profissionais integrados na campanha nos 399 municípios paranaenses. “Já atingiram a meta de 80% do público alvo 254 cidades. Agora vamos intensificar o trabalho nas outras 145 que estão com baixas coberturas vacinais”, explicou.

Caputo Neto também destacou que cerca de 800 mil paranaenses com direito à vacina ainda não buscaram a imunização, incluindo doentes crônicos que não fazem parte da meta do Ministério da Saúde. “Os grupos das gestantes e dos trabalhadores de saúde estão com índices aquém do esperado. É importante ressaltar que a vacina é segura e gratuita no SUS para esses grupos”, alertou o secretário. Até agora apenas 77 mil gestantes foram imunizadas, 67% do público estimado para o Paraná.

 
Criado em 22 Abril 2013

A amputação de algum dos membros – especialmente dos inferiores - é uma das complicações mais graves, mas infelizmente ainda bastante comum em decorrência de falta de cuidados com a diabetes. Cerca de 40 a 70% de todas as amputações das extremidades inferiores estão relacionadas ao diabetes mellitus,  sendo que 85% das amputações das extremidades inferiores relacionadas ao diabetes são precedidas de uma ulceração nos pés.

Segundo o enfermeiro Antônio Rangel, especialista no tratamento de pés diabéticos e assessor técnico da Membracel (empresa responsável pela produção da membrana de celulose para tratamento de feridas crônicas e lesões da pele), os pacientes diabéticos devem ter cuidado redobrado com a saúde e com as feridas e lesões da pele.“Devido a uma lesão chamada neuropatia diabética, é comum a perda da sensibilidade dos membros inferiores, afetando, inicialmente, os dedos e outras áreas dos pés. No caso dos diabéticos, o menor machucado pode infeccionar e evoluir facilmente para um caso grave de gangrena, correndo o risco até mesmo de amputação”, destaca.

O enfermeiro ressalta, ainda, que é necessário estar atento a cuidados básicos preventivos, no caso das pessoas que já possuem a doença, como: usar calçados confortáveis e adequados para os pés, cortar as unhas com cuidado e adequadamente, hidratar os pés e pernas diariamente e estar atento a qualquer calosidade ou lesão da pele.“Caso ocorra alguma ulceração ou o paciente já possua alguma ferida ou lesão, é preciso tratá-la o quanto antes, com medicamento e curativo adequados, evitando, assim, a complicação do quadro”, afirma Rangel.

Um desses curativos é a Membracel, uma tecnologia ainda pouco conhecida, desenvolvida no Paraná. Trata-se de uma membrana de celulose bacteriana porosa – capaz de substituir temporariamente a pele humana, promovendo a rápida regeneração de lesões causadas por queimaduras, úlceras de membros inferiores ou em qualquer outra situação onde ocorra a falta da epiderme ou da derme.

O diabetes – Atualmente o diabetes chegou a um estágio de epidemia mundial, com 246 milhões de pessoas atingidas pela doença. De acordo com dados da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, só no Brasil, são mais de 7,5 milhões de brasileiros diabéticos.Caracterizado pelas altas taxas de açúcar no sangue, o diabetes pode provocar doenças no coração, rins, cegueira e outras complicações. O tipo 2 é o mais comum, aparecendo em cerca de 90% dos pacientes,  e, apesar da carga genética, está associado ao sedentarismo e à obesidade, sendo mais frequente na fase adulta. Neste caso, o pâncreas falha gradualmente e pode ser controlado com remédios e dieta. Já o tipo 1 costuma surgir na infância ou adolescência e torna os pacientes dependentes da injeção de insulina por toda a vida.

 
Criado em 12 Março 2013

O governo, por meio do Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), autorizou, nesta terça-feira (12), reajuste de preços de medicamentos a partir de 30 de março. O ajuste deverá adotar como referência o Preço Fabricante usado a partir de 31 de março de 2012. Deverá ser utilizado para a formação dos preços o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulado no período de março de 2011 até fevereiro de 2012.

Após a publicação oficial do IPCA de fevereiro de 2013, que ficou em 0,60%, a CMED editará resolução específica sobre a forma de definição do Preço Fabricante e do Preço Máximo ao Consumidor dos medicamentos e da forma de apresentação de Relatório de Comercialização pelas empresas produtoras, destaca a resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

 
Criado em 07 Março 2013

Em comunicado, a ONU afirma que, se os resultados forem confirmados, este será o primeiro caso documentado de uma criança com o vírus HIV que parece não ter mais níveis detectáveis do vírus após parar o tratamento.

"Essa notícia nos dá muita esperança de que uma cura para o HIV em crianças é possível e pode ser um passo a mais rumo a uma geração livre da Aids", disse o diretor executivo da UNAIDS, Michel Sidibé, em comunicado oficia.

"Isso também ressalta a necessidade de pesquisa e inovação, especialmente na área do diagnóstico precoce."

Mais testes

Médicos americanos revelaram no domingo que uma menina soropositiva do Estado do Mississippi (sul do país), de 2 anos e meio, não demonstra sinais de infecção pelo vírus após deixar o tratamento por cerca de um ano.

No entanto, mais testes serão necessários para assegurar que o tratamento - que foi iniciado 30 horas após o nascimento da menina - funcionaria para outras pessoas.

A virologista Deborah Persaud, da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, apresentou os resultados do tratamento na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas em Atlanta.

"É uma prova do conceito de que o HIV pode ser potencialmente curável em crianças", disse.

Coquetel antivírus

Se a garota americana continuar saudável, esse será o segundo caso documentado de um soropositivo que consegue se livrar do vírus HIV.

Em 2007, Timothy Ray Brown se tornou a primeira pessoa. Sua infecção foi erradicada por meio de um tratamento elaborado para a leucemia, que envolveu a destruição de seu sistema imunológico e um transplante de medula de um doador com uma mutação genética rara que resistia à ação do vírus.

O caso do bebê do Mississippi envolveu um coquetel de drogas disponíveis no mercado, conhecido como terapia antiretroviral, que já é usado para tratar a infecção em crianças.

Os resultados sugerem que o tratamento rápido aniquilou o vírus antes de que ele pudesse se depositar em "esconderijos" no organismo, os chamados reservatórios de células dormentes.

A existência desses reservatórios geralmente faz com que pessoas que interrompem o tratamento com o coquetel voltem a ter os níveis anteriores de infecção, segundo Deborah Persaud.

Surpresa

A menina nasceu em um hospital rural onde a mãe havia sido testada positivamente para infecção por HIV.

Porque a mãe não havia recebido nenhum tratamento pré-natal contra o HIV, os médicos sabiam que o bebê corria um alto risco de estar infectado.

De acordo com os pesquisadores, a menina foi transferida para o Centro Médico da Universidade do Mississippi em Jackson.

Uma vez lá, a especialista em HIV pediátrico Hannah Gay deu início ao tratamento com o coquetel de drogas apenas 30 horas depois do nascimento do bebê, mesmo antes de os testes de laboratório confirmarem a infecção pelo vírus.

O tratamento continuou por 18 meses, mas nesse momento a criança deixou de frequentar o hospital. Cinco meses depois, a mãe e a filha voltaram, mas haviam parado o tratamento.

Os médicos fizeram testes para determinar se o vírus havia retornado e ficaram surpresos ao descobrir que não.

"Muitos médicos de seis laboratórios diferentes fizeram testes diferentes e muito sofisticados para tentar encontrar o HIV nessa criança e ninguém conseguiu encontrar nada, disse Rowena Johnston, médica da Fundação de Pesquisa sobre Aids.

"Estamos confiantes de concluir até esse momento que a criança parece estar curada."

Foto: AFP

 
Criado em 23 Fevereiro 2013

Uma pesquisa conduzida por cientistas na Grã-Bretanha revelou que o mosquito da dengue aparentemente desenvolveu resistência a um princípio ativo presente na maioria dos repelentes atualmente comercializados no mundo, inclusive no Brasil.

A substância, conhecida como DEET, ou dietiltoluamida, é largamente empregada em repelente contra insetos, combatendo mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos. O composto age interferindo nos receptores sensoriais desses animais, inibindo seu desejo de picar o usuário.

O estudo, divulgado pela publicação científica Plos One, analisou a reação de mosquitos da espécie Aedes aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à substância. Os cientistas concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo composto químico, os insetos depois o ignoraram.

Eles recomendaram que governos e laboratórios farmacêuticos realizem mais pesquisas para encontrar alternativas à DEET.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dengue é hoje a doença tropical que se propaga mais rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, sua incidência aumentou 30 vezes, o que pode transformá-la em uma pandemia, advertiu o órgão.

Isca

Para provar a eficácia da DEET os cientistas pediram a voluntários que aplicassem repelente com DEET em um braço e soltaram mosquitos.

Como esperado, o repelente afastou os insetos. No entanto, poucas horas depois, quando ofereceram aos mesmos mosquitos uma nova oportunidade de picarem a pele, os cientistas constataram que a substância se mostrou menos eficiente.

Para investigar os motivos da ineficácia da DEET, os pesquisadores puseram eletrodos na antena dos insetos.

"Nós conseguimos registrar a resposta dos receptores na antena dos mosquitos à DEET, e então descobrimos que os mosquitos não eram afetados pela substância", disse James Logan, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, instituição que realizou o estudo.

"Há algo sobre ter sido exposto ao composto químico pela primeira vez que muda o sistema olfativo dos mosquitos. Ou seja, a substância parece mudar a capacidade dos mosquitos de senti-la, o que a torna menos eficiente", acrescentou.

Uma pesquisa anterior feita pela mesma equipe descobriu que as mudanças genéticas em uma mesma espécie de mosquito podem torná-los imunes à DEET.

"Os mosquitos evoluem muito rapidamente", disse ele. "Quanto mais nós pudermos entender sobre como os repelentes funcionam e os mosquitos os detectam, melhor poderemos trabalhar para encontramos soluções para o problema quando tais insetos se tornarem resistentes à substância".

O especialista acrescentou que as descobertas não devem impedir as pessoas de continuarem usando repelentes com DEET em áreas de alto risco, mas salientou que caberá aos cientistas tentar desenvolver novas versões mais efetivas da substância.

Para complementar o estudo, os pesquisadores britânicos agora planejam entender por quanto tempo o efeito dura depois da primeira exposição ao composto químico.

A equipe também deve estudar o efeito em outros mosquitos, incluindo espécies que transmitem malária.

Brasil

No Brasil, a dietiltoluamida está presente na maioria dos repelentes encontrados à venda. Produtos com termetrina e citronela também podem ser achados, mas em menor número.

Não é a primeira vez, entretanto, que a substância causa polêmica.

No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu à consulta popular uma proposta de resolução para assegurar a segurança e a eficácia dos repelentes a ser adotada pelos fabricantes.

No documento, cujo objetivo era disciplinar o comércio desse tipo de produto, o órgão determinava, por exemplo, a proibição do uso de repelentes com DEET em crianças menores de dois anos, além de informar sobre a necessidade de um estudo prévio para produtos com dosagem acima de 30% para um público acima de 12 anos. Em altas dosagens, especialmente em crianças, repelentes com DEET podem ser tóxicos.

Em entrevista à BBC Brasil, Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Hospital Albert Einstein e diretor do Instituto Saúde Plena, sugeriu alternativas ao uso de repelentes com DEET.

"É comum que depois de algum tempo os mosquitos adquiram certa imunidade ao produto, ainda que sejam necessários mais estudos para comprovar tal tese", explicou.

"Como alternativa, as pessoas podem usar repelentes com citronela e tomar complexo B, cujo cheiro desagrada os mosquitos, além, é claro, de usar mosquiteiros", disse.

Dengue / AP

 

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