08 de setembro de 2010
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Política
BETO RICHA APRESENTA VÍDEO CONTRA OSMAR DIAS

08/09/10

O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, alterou a configuração de seu programa eleitoral de ontem para mostrar um vídeo gravado na campanha de 2008 em que Osmar Dias (PDT), ao declarar apoio á reeleição de Beto à Prefeitura de Curitiba, disse que o fazia independente do que viesse a acontecer em 2010, por que o apoio do PDT era “sem barganha e sem exigências”.

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Antes de apresentar seu programa, que ontem tratou sobre educação, no formato que vem usando desde o início do horário eleitoral, Beto apareceu chamando o eleitor para a “necessidade de se restabelecer a verdade”, apresentando o vídeo, do dia 9 de junho de 2008, data em que o PDT formalizou o apoio à reeleição de Beto Richa para a prefeitura.

No vídeo, Osmar declara que: “Pra que não fique nenhuma dúvida: O PDT apóia o Beto porque é um grande administrador. O PDT faz isso independente daquilo que acontecerá em 2010 com Beto e seu partido. Não nos interessa fazer nenhuma barganha em troca do apoio que estamos dando. Estamos oferecendo nosso apoio de forma espontânea. O PDT não exige nada. Nosso apoio é uma questão de cidadania. Queremos que o Beto continue com esse trabalho que tanto nos orgulha e é modelo para o Brasil”.

O vídeo foi uma resposta da campanha tucana ao programa de Osmar Dias, que exibiu sexta-feira e repetiu ontem, o discurso do presidente Lula, no comício de quinta-feira, em Foz do Iguaçu, em que criticou o caráter de Beto Richa por conta do descumprimento de acordo para apoiar Osmar ao governo do Estado.

“Em 2008, pedi a Osmar que apoiasse Gleisi para a prefeitura de Curitiba. Ele me disse que não podia porque tinha um acordo com o outro candidato, que o apoiaria para o governo em 2010. Pois agora, esse moço que o Osmar ajudou a eleger prefeito de Curitiba, quer derrotá-lo”, declarou Lula no comício.

No material divulgado para a imprensa contendo o vídeo exibido o programa de ontem, a assessoria da campanha de Beto Richa escreveu que: “Osmar Dias enganou Lula”.

Na tarde de ontem, através da assessoria de imprensa, Osmar se manifestou sobre o vídeo exibido pela campanha de Beto. O pedetista confirmou que não pediu nada em troca para apoiar o tucano, mas afirmou que não havia o que negociar com Beto Richa pelo fato de o tucano ter assumido o compromisso de governar Curitiba durante todo o seu segundo mandato, até 2012.

“Quem mentiu e mente agora sobre o assunto é o próprio Beto, que lá atrás, antes de ser reeleito prefeito, garantia que não abandonaria o cargo delegado pelo voto dos curitibanos”, disse, o senador, comentando que o tucano teria descumprido a promessa de permanecer no cargo, “assim como não cumpriu as promessas que protocolou em cartório também à época, como metrô para os curitibanos e escola em tempo integral”.

Osmar disse que as declarações dadas em 2008 foram motivadas por uma dedução lógica, “que o PDT e todos os curitibanos entenderam: o desejo do prefeito de ficar no cargo, já que seu mandato se estenderia até 2012. Logo, não havia o que ser negociado. Mas Beto Richa renunciou aos curitibanos e tentou impor sua candidatura ao PDT”.

 
MANTEGA DIZ QUE QUANTIDADE DE SIGILOS QUEBRADOS FOI 'MUITO MAIOR'

03/09/10

Ministro disse que caso está sendo investigado com 'celeridade incomum'. Ele voltou a dizer que não cogita 'substituir' o secretário da Receita Federal

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (3) que o número de sigilos quebrados na Receita Federal foi “muito maior” e que a rapidez com que o caso está sendo investigado é “incomum”.

As declarações foram dadas durante entrevista coletiva na Caixa Econômica Federal, em São Paulo.

“Na verdade, não foi só o sigilo de algumas pessoas com vinculações partidárias que foi quebrado, foi num número muito maior. Portanto, isso tem que ser investigado. Isso está sendo investigado por uma comissão de sindicância com toda celeridade possível. É incomum essa celeridade. As informações têm sido trazidas ao público, tanto que todo dia há novas notícias no jornais”, disse, acrescentando que a corregedoria da Receita está trabalhando "exaustivamente" no caso.

Mantega voltou a dizer que não cogita "substituir" o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo. Afirmou que o sistema de segurança será aperfeiçoado "para dar mais garantias aos contribuintes", mas ponderou que "não há sistema inviolável".

"Outro dia, aqui no centro de São Paulo, você podia comprar disquetes com informações até de bancos privados (...). Eu acredito que vazamento ocorrem o tempo... sempre ocorreram. Se você olhar para o passado, tem vários vazamentos que ocorreram. A gente detecta, coíbe, pune. E a gente muda o sistema. Infelizmente, depois, os contraventores conseguem achar uma maneira de furar isso, aí temos que aperfeiçoar o sistema e punir rigorosamente aqueles que o violam.”

 
SERRA DIZ QUE VIOLAÇÃO DE DADOS DE SUA FILHA É CRIME

01/09/10

Em entrevista ao "Jornal da Globo" na noite de ontem, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, classificou o episódio da quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, como "ato criminoso". O tucano vinculou o episódio a outro de 1989, quando o então candidato Fernando Collor de Mello explorou uma história pessoal de seu rival, Luiz Inácio Lula da Silva.

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"Utilizar filho dos outros para ganhar a eleição, é uma coisa que eu só tinha visto o Collor fazer com o Lula, lembra?", questionou o candidato. "Agora, a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando a minha filha, que é uma mãe de três filhos, trabalhadora, para tentar fazer chantagem. Aliás, quem sabe ele tenha transferido a tecnologia", acrescentou. "Se eles fazem isso campanha, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições", disse ainda o tucano.

Serra afirmou ainda que os dados do Imposto de Renda já estavam aparecendo em "blogs sujos do PT" desde o ano passado e que sua filha falou que acreditava que estavam vasculhando seu IR. "É um jogo sujo, é um jogo baixo", afirmou. O candidato classificou como "mentira descarada" a alegação da Receita de que acessou os dados com autorização de sua filha.

 
MARINA DIZ QUE ADVERSÁRIOS VIVEM EM 'MUNDO DE FICÇÃO'

30/08/10

A candidata do PV a presidente da República, Marina Silva, voltou a defender hoje duas mulheres no segundo turno da eleição, em uma referência a uma possível disputa entre ela e sua adversária Dilma Rousseff (PT). "Parece-me que a sociedade quer uma mulher no segundo turno", afirmou, após participar do "Fórum Internacional Sobre o Futuro do Etanol", em Sertãozinho (SP).

"Vamos botar as duas para que, com tempo igual, possam debater e, depois de 500 anos, o Brasil possa decidir qual a mulher que quer ver na Presidência", completou a candidata. Apesar de admitir a ida de Dilma a um possível segundo turno na eleição para presidente, Marina igualou a adversária ao candidato tucano, José Serra (PSDB).

Segundo ela, os dois criaram mundos de ficção, com cores diferentes. "Em um (mundo), tudo é resolvido, é o mundo azul, de Serra". "No mundo da Dilma, está praticamente tudo cor-de-rosa e vai continuar cor-de-rosa", afirmou a candidata. "Serra e Dilma são parecidos, ambos são desenvolvimentistas e têm perfil gerencial". Marina também falou que o País precisa de visão estratégica para saúde, educação e infraestrutura.

Marina usou a cor cinza para exemplificar a situação atual em alguns setores e avaliar o que, na opinião dela, ainda precisa ser melhorado. "Temos a cor cinza da educação em que 40% das crianças não chegam à oitava série, da saúde, com pessoas horas e horas na fila para uma consulta, e ainda com 80% dos assassinatos entre a população jovem destruída pelo crack".

Pesquisa

Mesmo com os resultados desfavoráveis das pesquisas - que a colocam no terceiro lugar e com a possibilidade de Dilma vencer já no primeiro turno - Marina afirmou que na democracia "ninguém pode se entregar à derrota antes do tempo e nem à vitória".

A candidata reafirmou o bordão de que ao eleitor cabe a decisão, para justificar a crença que ainda pode disputar o segundo turno. "Na hora que os brasileiros se depararem com a realidade e saírem desse mundo de fantasia, o eleitor vai começar a ver que o País precisa ter outra atitude em relação ao futuro", disse.

Marina afirmou ainda que os governos dos últimos 16 anos adotaram, "lamentavelmente", discursos e práticas que opõem meio ambiente ao desenvolvimento, "como se as duas coisas não fossem compatíveis", numa referência aos oito anos do governo petista e outros oito do PSDB.

 
BETO SOFRE ATAQUES EM PROGRAMA ELEITORAL

27/08/10

O candidato do PSDB ao governo do Paraná, Beto Richa, começou a sentir, no horário eleitoral gratuito da tarde de hoje, uma das consequências de estar subindo nas pesquisas de opinião. Segundo sondagem feita pelo Ibope, ele abriu vantagem de 16 pontos porcentuais em relação ao segundo colocado, Osmar Dias (PDT), enquanto pela pesquisa Datafolha, a distância é de 13 pontos. O PRTB, ao invés de apresentar as propostas do candidato Robinson de Paula, preferiu lembrar que o candidato tucano havia prometido manter-se na prefeitura de Curitiba.

Enquanto a tela mostrava algumas frases, ao fundo ouvia-se a voz de Richa, em entrevista quando era pré-candidato à reeleição para a prefeitura de Curitiba: "Sendo candidato à reeleição e, sendo eleito, é para cumprir os quatro anos de mandato. Não tenho obsessão alguma em ocupar títulos, cargos ou posições, não tenho obsessão em ser governador", afirmou ele, na ocasião.

Logo depois, uma apresentadora comentava: "Político que ontem falava uma coisa e hoje faz outra não tem credibilidade, quem abandonou Curitiba hoje fatalmente vai abandonar o Paraná amanhã."

No horário destinado à coligação que encabeça, Richa apresentou as propostas que tem para a segurança pública no Estado. Ao final, explorou os números da pesquisa do Ibope, divulgada ontem, que o colocam com 50% das intenções de votos ante 34% de Dias.

Seu principal adversário colocou duas vezes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo votos e mostrou imagens da candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) em comício. No programa, procurou explorar o lado sentimental do eleitor, com sua mulher contando a história do casal. Ele próprio, ao tentar falar do pai, mostrou-se emocionado e encerrou o depoimento.

 
MARINA SILVA DEFENDE RESTRINGIR VENDA DE TERRAS

25/08/10

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu hoje a restrição à compra de terras no País por empresas estrangeiras. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Marina disse que a medida, anunciada segunda-feira pelo governo, atende aos interesses de soberania do Brasil. "Não podemos comprometer nossos interesses e nossa soberania."

Na última segunda-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) publicou parecer, no Diário Oficial da União, em que restabelece as restrições na compra de terras por empresas controladas por estrangeiros. A AGU pretende enviar um projeto de lei ao Congresso que restringiria também a compra de terras por estrangeiros pessoa física residentes no País.

Marina disse que a restrição à compra de terras por estrangeiros é uma prática adotada por vários países e que não teme a redução de investimentos no País. A candidata afirmou que é comum as empresas se instalarem no Brasil, não investirem no País, não criarem o volume de empregos prometidos e enviarem os lucros para seus países de origem. "Nosso litoral está sendo privatizado por redes de hotéis", acusou a presidenciável ao se referir ao grande número de hotéis estrangeiros que se instalaram no litoral nordestino nos últimos anos.

Durante dez minutos de entrevista, Marina se disse contrária ao retorno da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para ampliar os recursos disponíveis do governo para a área de saúde. "Não dá para ficar falando em criação de mais tributos", afirmou. A candidata se disse favorável à regulamentação da Emenda 29, a fim de ampliar os recursos da União e dos Estados para o setor.

Marina está hoje no Rio Grande do Sul, onde terá agenda de campanha na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), em Porto Alegre. À tarde, inaugura um comitê domiciliar na cidade de Canoas.

 
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