08 de setembro de 2010
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Economia
TELEFONE FIXO PARA 20 MILHÕES DE PESSOAS A PARTIR DE 2011

08/09/10

As empresas de telefonia fixa deverão investir R$ 2,1 bilhões na expansão do sistema para atender a 20 milhões de pessoas, entre elas 13 milhões cadastradas no programa Bolsa Família, além de comunidades indígenas e quilombolas, a partir de 2011, por meio do Plano Geral de Metas e Universalização (PGMU).

A obrigação dos investimentos vai até 2025, quanto termina o prazo de concessão dos serviços. A cada cinco anos haverá uma revisão no Plano para atualização das metas.

A informação foi divulgada na segunda (06), pela Anatel. As empresas enquadradas no Plano são a Embratel, Sercomtel, Oi, Brasil Telecom e CTBC. O Plano vai beneficiar também comunidades indígenas, quilombolas, aeródromos, postos de saúde e da Polícia Rodoviária, que ainda não têm telefone, de acordo com a conselheira da Anatel, Emília Ribeiro, que participou de entrevista coletiva para explicar detalhes do PGMU.

Custo de R$ 2,1 bi

A nova versão do PGMU custará R$ 2,1 bilhões, informou a Anatel, valor muito inferior às estimativas do mercado, que apostavam em R$ 12 bilhões de custos.

Esse dinheiro será investido em infraestrutura e manutenção, de 2011 a 2015. As metas revisadas de universalização da telefonia contemplam áreas pobres e rurais, com a instalação, por exemplo, de orelhões em todas as escolas rurais e postos de saúde rurais do Brasil.

Há também a meta de criar o ''Bolsa Telefone'', serviço de telefonia fixa a um custo médio de R$ 25 para as famílias inscritas no programa Bolsa Família. A meta do governo é oferecer 13 milhões de benefícios.

Fonte: Folha de Londrina

 
BRASIL CRESCE COMO A ÍNDIA E UM POUCO MENOS QUE A CHINA, DIZ IBGE

03/09/10

No segundo trimestre, economia brasileira teve expansão de 1,2% frente aos três primeiros meses do ano

Ao comparar o desempenho da economia brasileira com o de outros países, a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, destacou que o País cresceu no mesmo ritmo da Índia e um pouco menos que a China no segundo trimestre.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 8,8%, a mesma taxa alcançada pela Índia. A China, por sua vez, cresceu 10,3%. O crescimento da Rússia (5,2%) ficou abaixo dos demais emergentes classificados como BRICs.

Rebeca pondera, contudo, que, China e Índia são países que ainda mantêm níveis de renda per capita bem inferiores aos patamares alcançados por Brasil e Rússia. Enquanto no Brasil e Rússia a renda atinge média de US$ 10,2 mil e US$ 15,1 mil por pessoa, China e Índia patinam com US$ 6,6 mil e US$ 3,1 mil, revelando economias aquém do tamanho de sua população.

"Tivemos um crescimento semelhante ao da Índia e um pouco inferior ao da China, lembrando que estes têm taxas per capita menores que do Brasil”, avalia Rebeca.

Para comparar o PIB brasileiro com o de outros BRICs, o IBGE usou a taxa mensal porque, segundo Rebeca, estes países não fazem ajuste sazonal do resultado comparado ao trimestre anterior, ao contrário de outros países.

O PIB brasileiro cresceu 1,2% no segundo trimestre em relação ao anterior. Nesta comparação, a evolução da economia fica atrás de Chile (4,3%), México (3,2%) e Alemanha (2,2%) e Coréia do Sul (1,5%).

De acordo com Rebeca, Chile e México registraram taxas alta típicas de recuperação. O Chile se recupera do terremoto que abalou o país no início do ano. “O México, perto dos Estados Unidos, foi mais afetado na crise e também tende a ter taxas de recuperação maiores”, afirmou.

Por outro lado, o Brasil cresceu mais que Reino Unido (1,2%), União Européia (1%), Holanda (0,9%), Bélgica (0,7%) França 0,6%, Itália (0,4%), EUA (0,4%), Portugal (0,2%), Espanha (0,2%), Japão (0,2%) e Grécia (0,1%).

 
IBGE: RECICLAGEM DE LATAS DE ALUMÍNIO SUPERA OS 90%

01/09/10

As latinhas de alumínio são o material mais reciclado do País. Do total produzido no Brasil, o índice de reciclagem deste tipo de produto supera os 90% há cinco anos, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números constam da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010. Em 2008, a proporção de material reciclado era de 91,5%, um porcentual considerado elevado mesmo em relação a outros países.

Segundo Judicael Clevelario Junior, analista da pesquisa, de uma maneira geral o porcentual de reciclagem tem crescido nos últimos anos em quase todos os materiais, mas nenhum índice supera o das latas de alumínio. A partir de 2004, o índice do produto não ficou mais abaixo de 90%, passando de 95,7% naquele ano para 96,2% em 2005. Em 2006, ele foi de 94,4% e, em 2007, de 96,5%. O indicador de reciclagem das latinhas em 2008, de 91,5%, atingiu o menor patamar desde 2003. "Mas isso não significa que tenha ocorrido algo em 2008. O porcentual de reciclagem oscila a depender do preço do material a ser reciclado", afirmou.

Para o analista, as oscilações no índice de reciclagem de latas de alumínio, bem como o menor interesse em reciclar outros tipos de material, são causadas pela ausência de uma política voltada para coleta seletiva. "A reciclagem do Brasil não é baseada em coleta seletiva e sim no trabalho de catadores", explicou.

Por isso, o índice de reciclagem de cada matéria prima estaria estreitamente ligado ao preço que o material pode alcançar no mercado. Ou seja: os materiais com preços mais elevados, como as latinhas de alumínio, atrairiam maior interesse dos catadores, que com seu trabalho ajudam a elevar o índice de reciclagem deste tipo de produto. Os índices de reciclagem relacionados a outros tipos de material, excluindo as latas de alumínio, não superam os 60%. Em 2008, o segundo maior índice de reciclagem ficou com as embalagens Pet, com 54,8%. Na sequência aparecem o vidro (47,0%), as latas de aço (46,5%) e o papel (43,7%).

Clevelario Junior informou que o governo está atento à concentração da reciclagem nas mãos dos catadores de lixo. "A política nacional de recursos sólidos recentemente aprovada deu ideias de incentivo à coleta seletiva. No ministério do meio ambiente, há alguns estudos de preços mínimos para matérias oriundas de reciclagem, para acabar com a oscilação", disse o analista. Segundo ele, o ministério também pensa em elaborar uma política de profissionalização dos catadores de lixo.

 
GOVERNO PREVÊ SALÁRIO MÍNIMO DE R$538,15 EM 2011

31/08/10

Os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, entregaram hoje ao presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), o projeto de Lei Orçamentária para 2011, que contempla os recursos que nortearão o primeiro ano de mandato do futuro presidente da República. O texto mantém a regra de reajuste do salário mínimo aplicada nos anos anteriores e fixa o valor da remuneração em R$ 538,15, segundo Bernardo.

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O projeto estipula ainda um crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) relativo a 2011. Mas Bernardo ressaltou que esse porcentual pode subir para 5,5% em novembro, quando o Ministério do Planejamento revisar os índices. O reajuste do salário mínimo leva em conta o crescimento real do PIB de dois anos anteriores mais a inflação. Como o PIB de 2009 ficou negativo em 0,2%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), senador Tião Viana (PT-AC), queria propor a correção pela média de crescimento do PIB de 2008 e 2009, o que elevaria o valor para R$ 550. No entanto, o governo vetou a iniciativa.

Adiantando-se às críticas das centrais sindicais, que ainda vão pressionar o governo para elevar esse valor, Paulo Bernardo disse que o reajuste será compensado em 2012, porque o crescimento do PIB estimado para 2010 é de 7%.

Outra novidade é que a meta de superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) de todo o setor público deve ser inferior aos 3,3% do PIB inicialmente previstos. Isso porque a LDO fixou a meta em valor nominal, equivalente a R$ 125,5 bilhões. Mas, diante do crescimento da economia, esse valor já corresponde a 3,2% do PIB.

 
SERASA: INADIMPLÊNCIA DAS EMPRESAS SOBE 8,5% EM JULHO

30/08/10

A inadimplência das empresas brasileiras subiu 8,5% em julho em relação a junho deste ano, informou hoje a Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. Na comparação com julho do ano passado, a inadimplência recuou 5,5%. De janeiro a agosto de 2010, houve uma queda de 8,5% na comparação com o mesmo período de 2009.

De acordo com os técnicos da Serasa Experian, a alta da inadimplência de junho para julho está ligada ao aumento das taxas de juros em operações de crédito para empresas. "A elevação dos juros, sobretudo no capital de giro, a desaceleração da atividade econômica no segundo trimestre e o aumento dos estoques explicam o crescimento verificado", registraram os economistas em nota. "O fator calendário, por sua vez, também deve ser considerado, uma vez que julho teve um dia útil a mais que junho. Além disso, vale lembrar que as empresas exportadoras continuam enfrentando problemas com o real valorizado e com o mercado externo."

Os títulos protestados foram responsáveis por 7,8 ponto porcentual do aumento mensal de 8,5% da inadimplência. As dívidas com bancos que não foram pagas tiveram peso de 0,4 ponto porcentual, a mesma contribuição registrada pelos cheques sem fundos.

Grandes empresas

Considerando o porte das empresas, as grandes registraram o maior aumento da inadimplência de junho para julho, de 14,2%. As micro e pequenas empresas tiveram taxa na inadimplência de 8,5% e as médias empresas de 7,5%. Na comparação com julho de 2009, grandes, médias e pequenas empresas registraram redução da inadimplência, de 9,1%, 13,4% e 4,9%, respectivamente.

"A perspectiva é de que a inadimplência das empresas continue alternando pequenas variações positivas e negativas na comparação mensal", afirmaram os técnicos da Serasa Experian. "Um ambiente mais favorável é aguardado para o último trimestre, com as festas de final de ano impulsionando mais fortemente o ritmo da atividade econômica."

 
CHEVROLET ANUNCIA RECALL DE 59 MIL VEÍCULOS

27/08/10

A General Motors do Brasil fará o recall de 59.714 veículos do modelo Agile por problemas na mangueira de alimentação de combustível. Segundo a montadora, os proprietários devem procurar a rede de concessionárias e oficinas autorizadas, a partir de segunda-feira, para fazer o agendamento do recall. Os atendimentos começarão em 13 de setembro.

No comunicado, a GM informa ter apurado um defeito no processo de produção, o que pode ocasionar fissuras na camada interna da mangueira de alimentação do combustível. "Este problema acarreta vazamento de combustível, com possibilidade remota de incêndio no compartimento do motor", diz a GM. A montadora convocou o recall para substituir a mangueira de alimentação do combustível.

O recall é para os veículos modelo 2010 com chassis de AR100003 a AR191692, e modelo 2011 de números BR1000008 a BR143441.

Segundo a Fundação Procon-SP, por se tratar de possibilidade de acidente com risco à saúde e segurança dos usuários e de terceiros, o atendimento ao consumidor deve ser de imediato.

Para mais informações, a montadora tem o serviço de atendimento Chevrolet pelo telefone 0800-702-4200 ou o site na internet www.chevrolet.com.br

Portal Bonde

 
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