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O Assaionline está fazendo 4 anos de existência, e 4 anos, não são 4 meses. Nesse período temos primado em publicar notícias que sejam do interesse da população e sempre de forma imparcial, responsável e com o compromisso maior com a verdade. Não pretendemos ser polêmicos e nem somos desrespeitosos com as pessoas nem com nossos internautas. Mesmo entendendo que as noticias devem apenas informar sem tentar convencer às pessoas sobre qual lado é o certo ou errado, as vezes se faz necessário que deixemos nossa opinião editorial sobre alguns assuntos e é o que vamos fazer nas próximas linhas. Apesar da amizade que nos une a pessoa em questão e da certeza que temos na sua inocência, vamos nos deter à análise dos fatos e como entendemos devam seguir as investigações.
A velocidade para publicar uma notícia não pode ser mais importante do que a busca do esclarecimento dos fatos. O “ furo jornalístico” publicado hoje, pode tornar-se uma grande dor de cabeça amanhã. Durante 4 anos cursei a Faculdade de Jornalismo Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS. Em sala de aula recebemos lições de ética, filosofia, sociologia, além é claro, das aulas específicas e relativas ao curso. Curso esse que é exigido pelas agências nacionais de regulamentação para as pessoas que fazem reportagens, edições de programas jornalísticos, direção, supervisão, etc. O que aconteceu em Assai, quando alguns órgãos de imprensa, divulgaram que ouve denúncias de racismo ou discriminação racial, se preferirem, na escola Maria Mitiko Tsuboi por parte da diretora Tereza Sakura Parente, foi no mínimo um grave erro. Volto aqui mais uma vez num tema já debatido, sobre a conduta dos responsáveis pela publicação ou transmissão de notícias. Mais uma vez lembro às pessoas que todos somos inocentes até que se prove o contrário. E eu estou falando em prova. Talvez algumas pessoas não consigam imaginar o estrago que uma denúncia irresponsável pode fazer em uma família. Principalmente quando essa denúncia cai sobre uma pessoa que tem uma história de vida dedicada a educação e que tem o apoio de mais de 99% da comunidade escolar e 100% dos vereadores de Assai, conforme manifestação dos mesmos na sessão da terça feira, dia 03. A denúncia resultou no afastamento da diretora, mas manteve toda a equipe de coordenação pedagógica, o que passa a ser um ato equivocado da Secretaria de Educação. Discriminação é crime e quem assiste a um crime calado, é cúmplice. É claro que à Secretaria de Educação tinha que intervir para poder investigar as denúncias. É óbvio que o afastamento ocorreu devido à divulgação do caso pela imprensa. Se não fosse isso, a secretária poderia ter nomeado uma ou duas pessoas para investigar o assunto e somente se fosse constatado algo irregular, afastar a equipe pedagógica inteira, e não apenas a diretora. Assistimos a uma filmagem que foi feita pela mãe de um aluno no dia de reunião que ocorreu no pátio da escola com a APM, professores, pais de alunos, vereadores, a diretora e a Secretária de Educação. Percebe-se claramente um grande nervosismo e até alguns mais exaltados. Alguém comenta que o prefeito deveria estar na reunião, todos pedem para a secretária não afastar a diretora que apesar de estar tentando defender-se das acusações, em momento algum, agarra-se ao cargo. Ela não quer o cargo, ela quer justiça. Para todas as pessoas presentes na reunião, a denúncia é injusta, infundada e inverídica. A secretária insiste que o cargo de diretora é um cargo de confiança da secretaria de educação e que ela não irá voltar atrás.
Erros acontecem e aconteceram em todos os lados e nesse caso vale lembrar que são vários lados. O lado que denunciou, a diretora denunciada, os que apóiam a diretora(aliás, esmagadora maioria) , os que acham que a diretora pode estar errada, etc.,. mas tem a Secretaria de Educação onde as pessoas devem ser isentas e têm a obrigação de acatar a denúncia( desde que seja uma denúncia oficial, o que ainda não parece esclarecido) e principalmente precisam investigar com cautela mas sem demora buscando a verdade como premissa. Para a diretora Tereza, estar fora do cargo nos parece favorável, pois a melhor coisa que pode acontecer agora é que a comissão investigadora comprove sua inocência com ela estando fora da direção pois é mais transparente e não gera dúvidas. Após ter sua inocência provada a diretora, tenho certeza, irá buscar a reparação pela difamação sofrida.
Repito que a diretora não está se agarrando ao cargo, está buscando justiça; a Secretária de Educação está tentando apurar os fatos com isenção e transparência; os pais de alunos e a comunidade escolar em sua maioria, tornaram público o apoio a Tereza, o que é muito bonito e deve servir como forte testemunho. O que está faltando é mais “bom senso” em todos os lados e que todos entendam seus direitos e deveres e respeitem o dever e direito dos outros envolvidos. Vamos ter paciência e confiança de que os fatos serão apurados. Essa é a única garantia que Tereza Parente e sua equipe têm de que seus nomes e histórias não ficarão em dúvida perante a comunidade. Quanto aos que acham que o prefeito deveria ter participado da reunião no pátio da escola, respeito, mas não concordo. O prefeito escolhe pessoas de sua confiança para ajudar-lhe na difícil tarefa que é resolver os problemas e administrar nossa cidade. Se ele tiver que participar de todos os problemas pessoalmente, não precisa de secretários. Esses, com certeza, estarão reportando-se à ele e qualquer intervenção do prefeito nesse momento seria desrespeito com a pessoa que ele nomeou. Apurar uma denúncia tão grave não é uma tarefa fácil, mas deve ser conduzida com muita transparência e firmeza, sem esquecer da tão famosa frase deixada pelo revolucionário Che Guevara e que traduzida para nossa língua seria: “ Há que endurecer mas perder a ternura jamais”. Júnior Veríssimo- Jornalista
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